A morte do suboficial da Aeronáutica Anderson de Castro Dias, executado a tiros na noite da última sexta-feira (11), na Avenida Brasil, Zona Norte do Rio, gerou comoção e revolta entre familiares, amigos e colegas de trabalho. A vítima, que também atuava como enfermeiro, foi alvo de uma tentativa de assalto entre os bairros Coelho Neto e Fazenda Botafogo, e acabou baleada após reagir.
Segundo relatos da família, Anderson retornava para casa, em Itaguaí, na Baixada Fluminense, após cumprir um plantão na unidade de saúde onde trabalhava. A arma do militar não foi localizada até o momento.
O primo da vítima, Wallace Dias, fez um desabafo emocionado e cobrou soluções para a crescente violência na cidade. “É revoltante demais perder uma pessoa que a gente ama. Era um ser humano ímpar. Anderson era um cara de sorriso largo, que contagiava todos por onde passava. A família está em choque pelo acontecido. Ele deixa um legado de amor, compreensão e uma vida inteira decidida a cuidar mais do outro do que de si próprio”, declarou.
Wallace também criticou a insegurança no estado. “A segurança do Rio não existe e todos os dias um vira estatística. Bandidos soltos fazendo o que querem, destruindo famílias e enterrando sonhos. Um homem correto, pai de família, que servia à FAB por longos anos. A criminalidade ceifa mais uma vida nesse caos que o Rio de Janeiro se tornou”, escreveu nas redes sociais.
Anderson recebeu diversas homenagens de amigos e colegas, que o descreveram como um exemplo de profissional e ser humano. “Que difícil aceitar sua partida, meu amigo. Mais difícil é encarar a realidade que não poderemos mais nos encontrar nos corredores do hospital, falando do cotidiano ou recebendo seu apoio. Você sempre tinha uma palavra certa e uma solução para tudo”, escreveu uma amiga.
Outro colega lembrou os mais de 30 anos de serviços prestados por Anderson à Força Aérea Brasileira. “Um profissional ímpar, com mais de três décadas dedicadas à FAB e à enfermagem. Estava tão perto da reserva, e agora essa tragédia. Guardaremos as boas lembranças, os risos, os conselhos. Mais um sorriso que a violência do Rio silenciou”, lamentou.
A Força Aérea Brasileira divulgou nota lamentando a morte do suboficial e informou que está prestando apoio à família. A corporação também acompanha as investigações, que estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para esclarecer a autoria e as circunstâncias do crime.
Anderson será sepultado na tarde deste domingo (13) no Cemitério Padre Cezare Vigezzi, o Cemitério do SASE, em Itaguaí. Ele deixa esposa e dois filhos.






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