PRF demite vices e preserva diretor-geral; mas os assassinos de Genivaldo continuam soltos

Num periodo de menos de 10 dias, a Polícia Rodoviária Federal cometeu duas atitudes que desmoralizaram a imagem da corporação: primeiro, embora seja uma instituição encarregada de policiar estradas, participou do ataque a uma favela do Rio no qual morreram 23 pessoas; dias depois, três de seus policiais assassinaram por asfixia um cidadão que pilotava…

Num periodo de menos de 10 dias, a Polícia Rodoviária Federal cometeu duas atitudes que desmoralizaram a imagem da corporação: primeiro, embora seja uma instituição encarregada de policiar estradas, participou do ataque a uma favela do Rio no qual morreram 23 pessoas; dias depois, três de seus policiais assassinaram por asfixia um cidadão que pilotava uma moto sem capacete, e que já estava imobilizado, mas mesmo assim foi preso no porta-malas de uma viatura com uma bomba de gás acrimogêneo e gás de pimenta dentro.

Hoje, a PRF reagiu: demitiu dois de seus vice-comandantes, poupando o diretor-geral de qualquer advertência ou responsabilização.

E os três assassinos continuam soltos, embora o crime tenha sido filmado de maneira inquestionável.

Leia a notícia do Globo online:

 O governo federal exonerou nesta terça-feira o diretor-executivo e o diretor de inteligência da Polícia Rodoviária Federal. As demissões ocorrem em meio à crise na corporação envolvendo a morte de um homem por asfixia dentro de uma viatura da corporação e a participação da PRF na operação Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, onde 23 pessoas foram mortas.

Jean Coelho e Allan da Mota Rebello, respectivamente, eram subordinados ao diretor-geral Silvinei Vasques, que permanece no cargo. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União e são assinadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e não há justificativa apresentada.

Em Sergipe, o homem de 38 anos foi algemado e colocado dentro do porta-malas da viatura enquanto saía fumaça de dentro do carro. Imagens da ação foram amplamente compartilhadas nas redes sociais na semana passada. A vítima, identificada como Genivaldo de Jesus Santos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

O presidente Jair Bolsonaro lamentou o ocorrido nesta segunda-feira, mas afirmou que “não podemos generalizar tudo o que acontece” no Brasil. Ele defendeu a PRF e disse que a corporação faz um trabalho “excepcional”.

Assim como na semana passada, Bolsonaro iniciou sua fala sobre a morte de Genivaldo lembrando o assassinato de dois policiais rodoviários federais no Ceará. Antes mesmo de lamentar o caso de asfixia, ele lamentou o episódio com os dois agentes.

O outro ponto de tensão dentro da corporação envolve a participação de policiais rodoviários federais na operação na Vila Cruzeiro, na Penha, na terça-feira. A ação foi em apoio à Polícia Militar e, até o momento, resultou em 23 mortos.

O procurador da República Eduardo Benones, coordenador do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial, no âmbito federal, pretende ouvir parte dos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos na ação.

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