Presidente do Azerbaijão acusa Rússia de derrubar avião fabricado pela Embraer e critica ‘versões absurdas’

Desastre matou 38 pessoas; 29 sobreviveram

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, acusou a Rússia de ser responsável pelo disparo que derrubou o avião da Azerbaijan Airlines na última quarta-feira (25), resultando na morte de 38 pessoas. Segundo Aliyev, o avião, fabricado pela Embraer, foi alvo de tiros provenientes de solo russo, após sofrer um bloqueio eletrônico, enquanto sobrevoava o sul da Rússia.

“Nosso avião foi derrubado por acidente”, declarou o presidente à televisão estatal neste domingo (29). Ele criticou as explicações iniciais fornecidas pelas autoridades russas, classificando-as como “versões absurdas” que tentaram encobrir o ocorrido. “Fomos testemunhas de tentativas claras de encobrir o assunto”, disse Aliyev, referindo-se às alegações russas que atribuíam a queda a pássaros ou explosões de cilindros de gás.

Aliyev destacou que, embora mantenha laços estreitos com Moscou, espera que a Rússia aceite a culpa pelo ataque e responsabilize os envolvidos. No sábado (28), o presidente russo, Vladimir Putin, pediu desculpas pelo incidente em uma declaração que, no entanto, não assumiu a autoria do disparo.

Relatórios preliminares da investigação azeri indicam que o avião foi derrubado por engano pelas defesas aéreas russas durante um ataque a drones ucranianos no sul do país.

Homenagem aos tripulantes

No domingo, o Azerbaijão homenageou as vítimas do acidente em uma cerimônia em Baku, onde os pilotos Igor Kshnyakin e Alexander Kalyaninov, além da comissária Hokuma Aliyeva, foram reconhecidos por sua coragem. “Somente pela coragem e profissionalismo dos pilotos foi possível realizar um pouso de emergência com sucesso”, afirmou o gabinete presidencial.

A tripulação conseguiu salvar 29 pessoas, mesmo com buracos na fuselagem, ferimentos a bordo e dificuldades para controlar o avião. A aeronave, que voava de Baku para a cidade russa de Grósnia, acabou desviando centenas de quilômetros antes do pouso forçado no Cazaquistão.

Com informações do g1

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