As caixas-pretas do avião Embraer 190, que caiu no Cazaquistão em 25 de dezembro, chegam a Brasília nesta terça-feira (31) para análise no Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). A equipe brasileira usará tecnologia avançada, incluindo animação 3D, para reconstruir o voo e avaliar dados como velocidade, altitude e funcionamento dos sistemas.
O acidente ocorreu com 67 pessoas a bordo, deixando 38 mortos e 29 sobreviventes, dos quais dez estão em estado crítico. Operado pela Azerbaijan Airlines, o avião caiu próximo à cidade de Aktau, após desviar do sul da Rússia. Informações preliminares sugerem que a aeronave pode ter sido abatida por um míssil antiaéreo russo, supostamente acionado em resposta a um ataque de drones ucranianos na região.
A investigação, conduzida pelo governo do Cazaquistão, conta com suporte técnico do Brasil e da fabricante Embraer. O Cenipa extrairá os dados das caixas-pretas e entregará os resultados à autoridade cazaque, conforme normas internacionais.
Relatos anônimos de investigadores do Azerbaijão afirmam que o disparo do míssil ocorreu de forma acidental enquanto a aeronave se aproximava de Grozni, na Tchetchênia. O presidente Vladimir Putin admitiu que sistemas antiaéreos estavam ativos no momento e pediu desculpas ao Azerbaijão, classificando o ocorrido como um “incidente trágico”, sem assumir a responsabilidade direta.
Com informações da Folha de S.Paulo
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