Presidente da CNI critica alta prolongada da taxa de juros: ‘armadilha do rentismo’

Ricardo Alban afirma que atual patamar da Selic prejudica empresas, famílias e empregos

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, fez duras críticas à manutenção da taxa básica de juros no Brasil, informa Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo. Segundo Alban, o patamar atual da Selic é “estratosférico”, o que cria um ambiente de “armadilha do rentismo”, em que se torna mais vantajoso especular no mercado financeiro do que investir em produção e inovação.

Impactos na economia real

Em sua avaliação, os juros elevados afetam diretamente a atividade econômica e aumentam a desigualdade social. “O patamar atual asfixia empresas, empobrece famílias, compromete a criação de mais e melhores empregos e perpetua a desigualdade. O Brasil não pode mais se contentar em ser refém de uma política que beneficia poucos e sacrifica milhões”, afirmou.

Para Alban, a política monetária praticada no país desestimula investimentos produtivos, reduzindo a competitividade da indústria brasileira em um cenário global cada vez mais acirrado.

Pacto nacional pela redução da Selic

A CNI defende a construção de um pacto nacional que una governo, setor privado e sociedade em torno de medidas estruturais. O objetivo, segundo Alban, é viabilizar um ajuste fiscal crível, promover reformas que aumentem a eficiência da economia e garantir uma trajetória consistente de redução da taxa de juros.

“Juros altos não podem ser naturalizados. Eles são entrave, atraso e peso morto sobre os ombros de todo brasileiro”, acrescentou o presidente da entidade.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading