As prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói vão promover, nesta quinta-feira (29), um seminário voltado à capacitação e regulamentação do turismo de observação da vida marinha na Baía de Guanabara. O encontro acontecerá na Cúpula da Fundação Roberto Silveira, no Caminho Niemeyer, reunindo operadores de turismo, gestores públicos e representantes do setor.
A iniciativa busca ampliar o ordenamento da atividade, que ganhou força nos últimos anos após a regulamentação oficial da observação de baleias em 2024. O objetivo é estabelecer diretrizes técnicas, ampliar a qualificação profissional e fortalecer o turismo sustentável na Região Metropolitana do Rio.
Entre os principais temas que serão debatidos está a criação de um selo de certificação para embarcações autorizadas a realizar os passeios marítimos. A proposta prevê critérios técnicos, operacionais e de segurança, com emissão vinculada à Marinha.
Turismo de observação cresce na Baía de Guanabara
O turismo de observação de baleias vem atraindo milhares de visitantes durante as temporadas de migração marítima. A Baía de Guanabara passou a integrar oficialmente a rota nacional de observação de baleias-jubarte, transformando Niterói em um dos principais pontos de saída das expedições.
Segundo o presidente da Neltur, André Bento, o projeto une desenvolvimento econômico, conscientização ambiental e preservação da fauna marinha.
A proposta das duas cidades é consolidar um modelo sustentável para o setor, garantindo que a atividade seja realizada com responsabilidade ambiental e respeito às normas de navegação.
Os passeios atualmente têm duração média de seis horas e custam cerca de R$ 400 por pessoa. As expedições acontecem em embarcações autorizadas, seguindo protocolos específicos de operação e segurança marítima.
Regulamentação busca preservar espécies e organizar o setor
A regulamentação criada em 2024 abriu caminho para a expansão organizada do segmento turístico ligado à observação de baleias e outros animais marinhos na costa fluminense. Desde então, operadores locais passaram a investir em roteiros especializados e experiências voltadas ao ecoturismo.
Além da movimentação econômica gerada pelas expedições, a expectativa das prefeituras é transformar a atividade em uma ferramenta permanente de educação ambiental e valorização da biodiversidade da Baía de Guanabara.
A criação de normas específicas também pretende evitar impactos negativos sobre os animais, disciplinando aproximações, circulação das embarcações e condutas durante os avistamentos.
Com o crescimento do interesse pelo turismo marítimo, a tendência é que Rio e Niterói ampliem as ações conjuntas para fortalecer o setor nos próximos anos.





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