Prefeitura do Rio anuncia projeto “Coco no Ponto”, que transforma descarte em geração de renda

A medida é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), a Orla Rio e a Comlurb.

Resíduos de coco vendidos na orla do Rio vão possibilitar a geração de trabalho e renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A medida faz parte de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), a Orla Rio e a Comlurb.

O projeto denominado ‘Coco No Ponto’,  busca dar um novo destino ao resíduo orgânico mais simbólico da orla carioca, o coco verde.operação A ação já está em andamento na orla do Leme. Em pontos estratégicos, foram instalados seis aramados para o descarte dos cocos.

A coleta é feita por mulheres capacitadas como agentes ambientais, que circulam com tuk-tuks movidos a energia solar recolhendo os resíduos diretamente nos quiosques. São quatro triciclos elétricos (tuc-tucs) realizando o recolhimento diário dos cocos nos quiosques.

A capacitação das mulheres, que são integrantes integrantes de cooperativas, foi feita pela pela SMAC. A Comlurb atuará em conjunto à SMAC, com o fornecimento de equipamentos para o ecoponto – local onde os cocos serão depositados – e à disposição de um caminhão.

Ao todo, dois veículos farão a coleta e transporte para a Fábrica Verde, localizada na Avenida Brasil – altura de Cordovil. No local, os cocos serão processados e transformados em diversos subprodutos, como carvão vegetal, pellets sanitários para animais, placas para isolamento térmico, biofertilizantes e substratos hortícolas.

“Este projeto é um exemplo concreto de como podemos unir a gestão ambiental eficiente com a inclusão social e o desenvolvimento econômico. Estamos transformando um problema ambiental em oportunidade de futuro para os nossos cariocas e para a cidade como um todo”, afirma Tainá de Paula, secretária de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro.

“Na Orla Rio, acreditamos que transformar a experiência da praia passa por uma gestão mais inteligente dos resíduos. A separação do coco verde desde a origem é um exemplo claro de como uma ação simples pode gerar um impacto ambiental, urbano e turístico muito maior. Este projeto reforça nosso propósito de ser um equipamento turístico comprometido com o futuro da cidade”, enfatiza Nathalia Barreto, gerente ESG da Orla Rio.

Com a implementação do programa, a expectativa é ampliar a receita anual com a venda dos subprodutos, estimada em R$ 23,1 milhões, e com o potencial de comercialização de créditos de carbono, cuja projeção é de US$ 347.535 ou R$ 1.935.769,95 (considerando o dólar a R$ 5,57), reforçando a viabilidade e a relevância estratégica da Fábrica Verde.A iniciativa reúne eixos importantes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, como Igualdade de Gênero (ODS 5), Trabalho Decente (ODS 8), Cidades Sustentáveis (ODS 11), Consumo Responsável (ODS 12) e Ação Climática (ODS 13).

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