A Prefeitura do Rio de Janeiro abriu inscrições para o programa Família Acolhedora, iniciativa que busca ampliar o número de lares temporários destinados a crianças e adolescentes vítimas de violência, negligência ou outras situações que exigem o afastamento do convívio familiar.
Coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), o programa oferece uma alternativa ao acolhimento institucional, proporcionando um ambiente familiar seguro enquanto a situação da criança ou do adolescente é reavaliada pela rede de proteção.
O acolhimento não se trata de adoção. As famílias participantes recebem os menores por um período temporário, até que seja possível o retorno à família de origem, a definição de outra medida protetiva ou a chegada à maioridade.
Município quer ampliar modelo
Atualmente, apenas 19% das crianças e adolescentes acolhidos na cidade vivem com famílias acolhedoras, enquanto a maioria permanece em instituições. A meta da prefeitura é ampliar o acesso a esse modelo de atendimento, considerado mais próximo da convivência familiar.
As inscrições podem ser realizadas presencialmente em uma das Coordenadorias de Assistência Social (CAS) ou por meio do portal da Secretaria Municipal de Assistência Social. Para participar, os interessados devem ter entre 21 e 68 anos, passar por avaliação psicossocial e demonstrar disponibilidade para acompanhar o desenvolvimento da criança ou adolescente acolhido.
As famílias selecionadas recebem uma bolsa-auxílio mensal de R$ 1.400 para auxiliar nos custos do acolhimento. Nos casos de crianças ou adolescentes com deficiência ou necessidades especiais, o valor sobe para R$ 2.030.
Hoje, o programa conta com 120 famílias cadastradas, das quais 68 acolhem atualmente 110 crianças e adolescentes em diferentes regiões da cidade.






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