Prédio centenário do Palácio Tiradentes pode ser declarado patrimônio imaterial do Rio

Texto aprovado em primeira discussão destaca papel histórico do espaço na democracia e na memória política brasileira

Símbolo da vida política fluminense e cenário de momentos decisivos da história brasileira, o Palácio Tiradentes poderá receber um novo reconhecimento oficial no Estado do Rio de Janeiro.

A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou em primeira discussão, nesta terça-feira (12), uma proposta que declara o edifício como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do estado.

O texto, de autoria da deputada Verônica Lima (PT), ainda passará por nova votação antes de seguir para análise do governador.

Marco da política brasileira

Localizado na Praça XV, no Centro do Rio, o Palácio Tiradentes, que completou 100 anos no último dia 06, é considerado um dos principais marcos arquitetônicos e políticos do país. Atualmente, o prédio funciona como sede histórica do Parlamento fluminense.

A proposta também autoriza o poder público a promover ações de preservação histórica e incentivo cultural no espaço, inclusive em parceria com entidades da sociedade civil.

Na justificativa apresentada no texto, a deputada Verônica Lima destacou a importância histórica e simbólica do edifício para o estado e para a democracia brasileira.

“Esse espaço tem uma importância além de histórica, cultural e simbólica para a democracia brasileira e para a memória política do Estado”, afirmou a parlamentar.

Memória do período colonial

Antes da construção do atual prédio, o terreno abrigava a antiga Cadeia Velha, local onde Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou preso antes de ser executado, em 1792.

O edifício atual foi inaugurado em 1926 em estilo eclético, com projeto dos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet.

Ao longo das décadas, o Palácio Tiradentes sediou a Câmara dos Deputados, recebeu cerimônias de posse presidencial e também abrigou órgãos do Governo Federal durante o período do Estado Novo.

Centro cultural e turístico

Com a transferência da capital federal para Brasília, em 1960, o prédio passou a sediar a Assembleia Legislativa do antigo Estado da Guanabara e, posteriormente, a Alerj, após a fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975.

Além da função política, o espaço também se consolidou como ponto turístico e cultural da capital fluminense. Atualmente, o local recebe visitas guiadas, exposições, apresentações musicais e eventos artísticos.

Caso a proposta seja aprovada em segunda discussão e sancionada, o Palácio Tiradentes passará a integrar oficialmente a lista de patrimônios históricos, culturais e imateriais do Estado do Rio de Janeiro.

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