Parlamento do Rio aprova criação de prêmio em defesa das pessoas com deficiência

Homenagem leva nome de Dorinha de Mello Pacheco, fundadora da Apae e referência histórica na luta por inclusão e acessibilidade

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, nesta terça-feira (12), a criação de uma premiação voltada ao reconhecimento de pessoas e instituições que atuam em defesa dos direitos das pessoas com deficiência no estado.

A iniciativa cria o “Prêmio Dorinha de Mello Pacheco”, em homenagem à fundadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que morreu na última semana.

A proposta é de autoria da deputada Tia Ju (Republicanos) e prevê que a honraria seja concedida pelo Parlamento fluminense a pessoas físicas e jurídicas que tenham desenvolvido ações voltadas à inclusão, acessibilidade e garantia de direitos de crianças, adolescentes e adultos com deficiência.

Como funcionará a premiação

De acordo com o texto aprovado, a indicação dos homenageados será feita por meio de Projeto de Resolução apresentado por deputados estaduais, acompanhado de justificativa e currículo da pessoa ou instituição indicada.

A proposta estabelece que o prêmio será destinado a reconhecer iniciativas consideradas relevantes para a promoção da inclusão social e defesa dos direitos das pessoas com deficiência no Rio de Janeiro.

Segundo a deputada Tia Ju, a iniciativa busca ampliar o reconhecimento a projetos e trajetórias ligadas ao tema.

“O prêmio representa uma forma de valorizar pessoas e instituições que atuam em defesa da inclusão, da acessibilidade e da dignidade das pessoas com deficiência em nosso estado”, afirmou a parlamentar.

Homenagem à fundadora da Apae

O nome da premiação homenageia Maria das Dores de Mello Pacheco, conhecida como Dorinha, fundadora da Apae e uma das referências históricas na defesa das pessoas com deficiência no estado.

Dorinha se afastou recentemente da direção da entidade por problemas de saúde e morreu na última semana.

Segundo a justificativa apresentada no texto, ela atuou desde a década de 1970 no acolhimento e orientação de famílias, em um período marcado pela falta de informação e pelo preconceito em relação às pessoas com deficiência.

A proposta destaca ainda a contribuição da homenageada para ampliar a conscientização sobre inclusão e acessibilidade no Rio de Janeiro.

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