Preços nas praias do Rio entram na mira de Eduardo Paes e podem ser tabelados

Após denúncias de valores abusivos cobrados por barraqueiros e quiosques, prefeitura do Rio avalia tabelamento de preços nas praias da cidade

Os preços nas praias do Rio de Janeiro entraram oficialmente no radar da prefeitura. Após uma série de reclamações sobre cobranças consideradas abusivas neste verão, o prefeito Eduardo Paes anunciou que determinou o início de estudos para avaliar a viabilidade de tabelar os valores praticados por comerciantes que atuam na orla carioca.

Em publicação nas redes sociais, Paes lembrou que todo e qualquer tipo de comércio nas praias do Rio só funciona mediante autorização do município. Barraqueiros, aluguel de cadeiras e guarda-sóis, quiosques e demais atividades são permissionários ou concessionários da prefeitura, o que, segundo ele, impõe responsabilidades e limites à atuação desses comerciantes.

O prefeito afirmou que tem observado um aumento significativo de preços considerados exorbitantes em diferentes pontos da orla durante o verão. A discussão ganhou força após o vereador Flávio Valle compartilhar uma imagem que mostra a experiência das praias de Tel Aviv, em Israel, onde os preços cobrados por serviços semelhantes são tabelados pelo poder público municipal.

Na comparação feita por Paes, o prefeito destacou que outros serviços explorados mediante permissão municipal já seguem regras semelhantes no Rio. Um exemplo citado foi o serviço de táxi, cuja bandeirada é definida pela prefeitura, na condição de poder concedente. Para ele, o mesmo princípio pode ser aplicado ao comércio nas praias, caso fique comprovada a necessidade de intervenção.

Apesar da sinalização mais dura, Paes ressaltou que, em regra, prefere permitir que o livre mercado funcione. No entanto, diante do cenário observado neste verão, o prefeito avaliou que alguma ação precisará ser tomada para coibir abusos e preservar a experiência de moradores e turistas nas praias da cidade.

Com isso, as secretarias municipais de Ordem Pública e de Defesa do Consumidor foram acionadas para iniciar estudos técnicos sobre o tema. A ideia é analisar modelos possíveis, impactos econômicos e a viabilidade jurídica de um eventual tabelamento de preços, caso a medida avance.

“Diante do que tem acontecido, estou determinando que as secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor iniciem estudos para avaliarmos a viabilidade de implementação desse tabelamento em nossas praias!”, escreveu Paes

O anúncio reacende um debate recorrente no Rio de Janeiro sobre a organização do comércio na orla, especialmente em períodos de alta temporada, quando o fluxo de turistas aumenta e as praias ficam mais cheias. Por enquanto, não há prazo para a conclusão dos estudos nem definição sobre quais serviços poderiam ser alcançados por um eventual controle de preços.

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