Rodrigo Vilela
Vem da Bahia a esperança para que o PSD, partido de Eduardo Paes, libere seus quadros para que fechem alianças regionais com presidenciáveis, independentemente de o partido ter, ou não, candidato ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Com a ida do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para a legenda, o PSD passa a ter três possíveis candidatos. Além de Caiado, também estão filiados ao partido Ratinho Jr e Eduardo Leite. Os três sonham em representar a sigla.
Pois bem. Na Bahia, o PT tenta convencer o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a apoiar uma composição na qual o senador petista Jaques Wagner teria como suplente o hoje tambem senador Ângelo Coronel, do PSD. Desta forma, os dois não disputariam votos na centro-esquerda e se alternariam no próximo mandato. A dobradinha é vista como fundamental para que o PSD mantenha campo no Nordeste. Acontece que esta chapa teria que estar no palanque baiano de Lula, já que Jaques Wagner é líder do PT no Senado. A segunda vaga ao Senado é do ministro da Casa Civil de Lula, Rui Costa.
E onde Paes entra nessa história? Como Kassab tem olhos voltados para o nordeste, há a aposta petista de que, ainda que o PSD tenha um candidato, terá que liberar as alianças regionais.
Desta forma, Paes estaria livre para estar no palanque de Lula, mesmo que Caiado, Ratinho ou Leite sejam candidatos.
Ratinho bem nas pesquisas
Entre Flávio Bolsonaro e Lula, Ratinho surge hoje como principal nome para furar a polarização em 2026, conforme indicam as pesquisas de intenção de votos, o que anima o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O nome também agradaria a representantes do mercado financeiro.
Na primeira pesquisa Genial/Quaest sobre a intenção de votos para a disputa pela presidência da República em 2026, divulgada em dezembro, o presidente Lula apareceu com 39% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 23%.
Em seguida aparece, na terceira colocação, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 13%; seguido de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã), com 2% das intenções de voto, cada. Neste cenário, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não foi testado.
O levantamento da Quaest aponta que 5% estão indecisos e 16% dos entrevistados pretendem votar em branco ou anular. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Cenário
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 23%
Ratinho Junior (PSD): 13%
Renan Santos (Missão): 2%
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 2%
Indecisos: 5%
Branco/Nulo/Não vai votar: 16%







Deixe um comentário