Um ex-assessor especial de Milton Ribeiro, amigo e braço direito do ex-ministro da Educação, faltou a quatro convocações da CGU (Controladoria-Geral da União) no âmbito da investigação sobre o balcão de negócios que operava no ministério.
A reportagem é da Folha e não chega a explicar porque alguém pode faltar a quatro convocações para depor a CGU e não ser chamado pela PF, que investiga o caso.
A notícia da Folha:
Odimar Barreto dos Santos era importante elo de Ribeiro com os pastores que negociavam verbas federais para prefeituras mesmo sem cargos no governo.
Servidores do MEC confirmaram à CGU que o próprio Milton Ribeiro designou Odimar para atender os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos e que ele se reunia com Arilton frequentemente na pasta.
Ele ainda fora designado pelo ministro a trabalhar em dupla com Luciano de Freitas Musse. O também ex-assessor do MEC fazia parte da comitiva dos pastores antes de ser nomeado —Musse recebeu R$ 20 mil de um empresário nas tratativas para realização de um evento com Ribeiro no interior paulista.
Odimar era uma das pessoas do MEC que frequentavam o hotel usado como QG pelos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos nas tratativas com gestores. Os pastores hospedaram-se 64 vezes neste hotel.
Ex-major da Polícia Militar, Odimar Barreto tem relações muito próximas com Ribeiro, inclusive familiares. Ele é pastor auxiliar na mesma igreja comandada por Ribeiro em Santos (SP).
O ex-assessor se apresenta como pré-candidato a deputado nas redes sociais. Ele publicou foto em 28 de maio com o pré-candidato ao Governo de São Paulo pelo Republicanos, Tarcísio de Freitas, ex-ministro de Bolsonaro.
Odimar e Ribeiro são íntimos, inclusive com relações familiares. Uma das filhas de Odimar vai se casar em breve com um sobrinho de Ribeiro. Foi o próprio Milton Ribeiro quem casou outra filha de Odimar, também com um familiar do ex-ministro.






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