Políticos veteranos e herdeiros de grupos tradicionais voltam às urnas no Rio em 2026

Veteranos como Zito e Paulo Melo retomam candidaturas, enquanto Rafael e Léo Picciani voltam a usar o sobrenome do pai nas urnas

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O Rio de Janeiro terá novamente nas urnas nomes conhecidos da política fluminense. Entre os candidatos estão ex-prefeitos, ex-deputados e integrantes de famílias tradicionais que tiveram candidaturas frustradas ou ficaram como suplentes em eleições anteriores A compilação dos nomes foi feita em reportagem de O Globo, de João Vítor Costa.

José Camilo Zito, ex-prefeito de Duque de Caxias e ex-deputado estadual, concorre novamente a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Aos 72 anos, ele disputa a eleição pelo PDT.

A candidatura, porém, é alvo de pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral. Uma certidão da Justiça Federal encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta cinco processos envolvendo Zito com potencial de gerar inelegibilidade, relacionados a ações por improbidade administrativa.

Procurado pelo Globo, o candidato explica que não irá se posicionar antes “da coisa ser julgada”, mas informa que sua defesa “está robusta” diante do pedido do MP.

— Sou (réu) culposo, não obtive benefícios de enriquecimento — observa Zito, que explica o porquê da nova tentativa de concorrer. — Sempre tive 30 mil votos e não comprei nenhum, foi tudo conquistado da herença de quando fui prefeito e deputado.

Paulo Melo volta a disputar uma vaga

Outro nome conhecido que retorna à disputa eleitoral é Paulo Melo, ex-presidente da Alerj. Filiado ao União Brasil, ele concorre novamente ao cargo de deputado estadual.

Melo foi preso em 2017 durante a Operação Cadeia Velha, ao lado dos então deputados Edson Albertassi e Jorge Picciani. Posteriormente, foi condenado por corrupção passiva e organização criminosa a 12 anos e 10 meses de prisão.

Em 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou a condenação ao considerar que Melo deveria ter tido o direito de se manifestar por último após os depoimentos de delatores. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio arquivou o processo da Lava Jato contra Melo e Albertassi, após pedido do Ministério Público do Rio para anular provas com base em decisões do STF.

Filhos de Picciani retomam o sobrenome

Rafael e Leonardo Picciani também estão novamente na disputa eleitoral. Em 2022, um ano após a morte do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani, os dois concorreram sem utilizar o sobrenome do pai nas urnas e terminaram como suplentes.

Rafael, que já foi eleito deputado estadual duas vezes, assumiu posteriormente uma cadeira na Alerj após a morte do deputado Otoni de Paula Pai. Neste ano, ele deixou o MDB e passou para o União Brasil.

Leonardo, eleito deputado federal em duas oportunidades, também deixou o MDB e migrou para o PV. Para a eleição de 2026, passou a utilizar o nome eleitoral “Léo Picciani”. Segundo ele, a decisão considera a possibilidade de apresentar o legado político da família a eleitores mais jovens.

Marco Antônio Cabral também concorre

Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, é outro integrante de uma família tradicional da política fluminense que disputa a eleição deste ano.

Ele concorre a deputado estadual pelo Solidariedade. Marco Antônio foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2014, pelo MDB. Nas eleições seguintes, em 2018 e 2022, não conseguiu uma vaga e ficou como suplente.

Neste ano, ele anunciou a filiação ao Solidariedade e tenta retornar ao Legislativo estadual.

Heloísa Helena e Miro Teixeira estão na disputa

A eleição também reúne outros políticos com longa trajetória. Heloísa Helena, da Rede, concorre a deputada federal pelo Rio de Janeiro. A última eleição em que foi escolhida diretamente ocorreu em 2012, quando foi eleita vereadora de Maceió.

Desde então, disputou outros pleitos em Alagoas e no Rio. Em uma dessas eleições, ficou como suplente e posteriormente assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados durante a suspensão de Glauber Braga, do PSOL.

Miro Teixeira, de 81 anos, também participa da eleição. Filiado ao PDT, ele é candidato a suplente na chapa de Pedro Paulo, do PSD, para o Senado Federal.

Teixeira foi eleito deputado federal pela última vez em 2014 e exerceu o mandato por 11 legislaturas. Em 2018, concorreu ao Senado e não foi eleito. Quatro anos depois, ficou como suplente na disputa para a Câmara dos Deputados.

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