Corpo de policial baleado em megaoperação é sepultado

Agente, que era lotado na 39ª DP (Pavuna), morreu no fim da madrugada de sábado (22), no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, após 20 dias internado.

O corpo do policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento, de 45 anos, foi sepultado às 14h deste domingo no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

Policiais de várias delegacias seguiram em carreata da Cidade da Polícia até o cemitério. Um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o local do sepultamento, jogando pétalas do céu.

A cerimônia de despedida ocorreu na Capela 3. O agente da 39ª DP, ferido durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e Alemão no fim do mês passado, morreu na madrugada de sábado após 20 dias internado no Hospital Copa D’Or. Com isso, subiu para 122 o número de mortos na ação.

Imagens registradas por drone mostram o momento em que o grupo de policiais em que ele estava foi alvo de disparos na Serra da Misericórdia.

O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, lamentou a perda afirmando que “Rodrigo foi mais um grande herói que deu a sua vida pela sociedade” e destacou que o agente apresentava melhora antes do agravamento do quadro.

Quatro outros policiais mortos na operação

Com a morte de Rodrigo, chega a cinco o total de agentes que perderam a vida na ação, que ao todo resultou em 122 mortos, sendo 117 suspeitos e cinco servidores da segurança pública. Os outros policiais mortos foram:

• Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, terceiro-sargento do Bope, integrante da unidade desde 2008. Era casado e pai de uma filha.
• Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, também terceiro-sargento do Bope, na corporação desde 2011. Deixa esposa, dois filhos e um enteado.
• Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como Máskara, comissário da 53ª DP, de 51 anos, com 26 anos de carreira. Havia sido promovido na véspera da operação.
• Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, agente da 39ª DP, com menos de dois meses na instituição e colega de delegacia de Rodrigo Vasconcellos.

Como ocorreram as mortes

De acordo com a Polícia Civil, Marcus Vinícius e Rodrigo Cabral foram baleados durante a chegada das equipes ao Complexo da Penha, onde criminosos do Comando Vermelho montaram barricadas e reagiram à entrada dos agentes. Ambos foram levados ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.

Os sargentos Cleiton e Heber, do Bope, foram atingidos em confrontos posteriores na Vila Cruzeiro. Eles também foram socorridos para o Hospital Getúlio Vargas, mas morreram após tentativas de estabilização.

A Polícia Civil e o Bope divulgaram comunicados lamentando as mortes e ressaltando o comprometimento dos policiais que atuaram na operação. As corporações afirmaram que os agentes demonstraram dedicação ao cumprir suas funções em uma ação considerada de alto risco.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading