Três homens foram presos em flagrante na noite desta sexta-feira (4) enquanto realizavam manutenção em uma rede clandestina de TV a cabo no bairro de Cordovil, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o serviço ilegal, popularmente conhecido como “gatonet”, era operado sob autorização do Comando Vermelho e gerava renda para a facção criminosa.
A operação foi conduzida por agentes da 38ª DP (Brás de Pina), que apreenderam diversos equipamentos utilizados na transmissão irregular do sinal. O material recolhido incluía cinco módulos amplificadores, um medidor de sinal, dezenas de metros de cabo coaxial, conectores e uma escada usada para acessar postes de energia, por onde a rede era distribuída.
Pacotes vendidos por R$ 70 mensais
De acordo com a investigação, o esquema oferecia pacotes de canais fechados a moradores da região por aproximadamente R$ 70 mensais. O sistema funcionava com o auxílio de amplificadores instalados em postes públicos e abastecia mais de cem residências.
Os técnicos operavam preferencialmente durante a noite para evitar a detecção por fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela própria polícia. As autoridades apontam que a rede clandestina funcionava como uma espécie de concessão do tráfico local, mediante pagamento de uma taxa à facção.
Trio preso em flagrante
Os presos foram identificados como Anderson de Oliveira Santos, de 32 anos; Felipe Candido da Silva, de 35; e Luiz Fernando de Souza Santos, de 38. Segundo os investigadores, Anderson e Felipe seriam os responsáveis pela administração da rede clandestina, enquanto Luiz Fernando atuava diretamente na instalação e reparos da infraestrutura.
Durante a abordagem, os três foram surpreendidos trabalhando no sistema e não apresentaram qualquer autorização para prestação de serviços de telecomunicação.
Crime previsto na Lei Geral de Telecomunicações
O trio foi autuado com base no artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/1997), que trata do desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, com pena que pode chegar a quatro anos de prisão.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar a extensão da rede clandestina em outras regiões do Rio. A polícia não descarta a existência de núcleos semelhantes operando em bairros vizinhos, também sob o domínio de organizações criminosas.





