A Polícia Civil apreendeu dois canhões anti-drones durante uma operação na tarde de quinta-feira (27), na Ribeira, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Os equipamentos estavam dentro de uma residência monitorada após denúncia de que ali funcionava uma central clandestina de internet, conhecida como gatonet. A ação foi conduzida por agentes da 37ª DP, sob coordenação do delegado Felipe Santoro.
Os investigadores informaram que os dispositivos, de uso restrito, são utilizados pelo crime organizado para neutralizar aeronaves policiais durante operações em comunidades conflagradas. Os canhões anti-drones funcionam emitindo interferência eletromagnética capaz de cortar o sinal entre o operador e a aeronave. Com isso, criminosos podem derrubar, desviar ou capturar drones usados pela polícia em ações de monitoramento.
Além dos equipamentos de guerra, os agentes encontraram rádios comunicadores e um revólver parcialmente desmontado. Todo o material foi recolhido e enviado para perícia. A tecnologia avançada surpreendeu até mesmo equipes acostumadas a operações na região.
A Polícia Civil afirmou que o imóvel era utilizado por um homem já identificado, que fugiu instantes antes da chegada das equipes. Ele segue procurado e é investigado por possível ligação com grupos criminosos que atuam na Ilha do Governador e em áreas próximas.
O setor de inteligência da 37ª DP trabalha com a hipótese de que os canhões anti-drones seriam empregados para dificultar operações aéreas da polícia, proteger pontos de venda de drogas e blindar estruturas clandestinas de telecomunicação vinculadas a facções.
A investigação continua para identificar a origem dos dispositivos e mapear a rede criminosa que teria acesso a esse tipo de tecnologia, raramente encontrada fora de ambientes militares.






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