Tráfico barra operadora de internet em bairros do Rio e impõe sinal clandestino a moradores

Situação se espalha por locais como Estácio, Penha, Brás de Pina, Cordovil e Piedade

Moradores de um condomínio Minha Casa, Minha Vida, no bairro do Estácio, região Central do Rio, estão há 25 dias sem internet. O problema ocorre após traficantes cortarem os cabos e impedirem que técnicos da empresa Claro realizem os reparos. O objetivo dos bandidos é vender a sua própria internet.

O problema com o fornecimento do sinal da empresa Claro começou em fevereiro, junto com a oferta, insistente, da segunda opção: o “gatonet”, banda larga do tráfico no Morro do São Carlos.

De acordo com a nota emitida pela empresa, traficantes impedem técnicos da Claro de restabelecer a internet em algumas ruas residenciais do bairro do Estácio.

Moradores e comerciantes dizem que quando ligam para a empresa são avisados de que não há previsão para a normalização. Em uma mensagem, a empresa atribui a não prestação do serviço à falta de segurança.

Em mensagem, a operadora diz: “Sua região enfrenta problemas de segurança pública e, por medida preventiva, as equipes técnicas estão impossibilitadas de entrar na região e prestar qualquer atendimento no local em razão de ameaças físicas aos técnicos”.

Outros bairros afetados

A situação não é pontual. Em janeiro de 2025 a TV Globo exibiu que moradores de bairros da Zona Norte do Rio denunciam que traficantes estão cortando seus serviços de fornecimento de internet.

A situação se espalha por vários bairros como Penha, Brás de Pina, Cordovil e Piedade.

Em nota, a Conexis Brasil Digital representa as maiores operadoras de telecom do país, informou que o problema tem ocorrido em alguns estados do país, incluindo o Rio de Janeiro.

“O furto, roubo, vandalismo e também a receptação de cabos e equipamentos causam prejuízo direto a milhões de consumidores todos os anos, que ficam sem acesso a serviços de utilidade pública como polícia, bombeiros e emergências médicas.

Em alguns estados o problema do roubo e vandalismo de cabos, geradores, baterias, entre outros equipamentos, se soma ao bloqueio de acesso das equipes das prestadoras para a manutenção de seus equipamentos, usados para a prestação do serviço. As operadoras ficam sem acesso aos equipamentos e impedidas de dar a manutenção necessária à prestação do serviço.

O setor de telecomunicações defende uma ação coordenada de segurança pública envolvendo o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, tanto o federal, quanto os estaduais e municipais, e a aprovação de projetos de lei no Congresso Nacional (PL 4872/2024, PL 3780/2023 e PL 5846/2016) que aumentem a punição para esses crimes e ajudem a combater essas ações criminosas”.

Com informações do g1.

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