A Polícia Civil fez, nesta terça-feira (9), a quarta fase da Operação Mounjaro, contra a venda clandestina de medicamentos utilizados para emagrecimento. Desta vez, a investigação tem como alvo um homem suspeito de vender canetas emagrecedoras de forma irregular em academias das zonas Oeste e Sul da capital fluminense.
Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) cumpriram sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros de Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, além de um imóvel no estado de São Paulo.
De acordo com as investigações, o esquema foi identificado a partir de publicações feitas nas redes sociais. A operação busca reunir provas, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem, armazenamento, distribuição e comercialização dos medicamentos.
A Polícia Civil alerta para os riscos à saúde associados ao consumo de produtos adquiridos fora dos canais autorizados. Entre os principais perigos estão a aplicação de substâncias diferentes das anunciadas, contaminação bacteriológica, quebra da cadeia de refrigeração necessária para conservação dos medicamentos e utilização de dosagens inadequadas sem acompanhamento médico.
Operação já resultou em prisões
A terceira fase da Operação Mounjaro foi realizada no fim de maio, quando uma mulher foi presa em flagrante no Recreio após agentes encontrarem medicamentos armazenados irregularmente em sua residência.
Já na segunda etapa da ação, realizada em abril deste ano, um casal foi preso em flagrante ao tentar esconder caixas de medicamentos, arremessando os produtos pelo telhado durante a chegada dos policiais.
A primeira fase da operação ocorreu em junho de 2025 e investigou uma organização suspeita de importar clandestinamente medicamentos controlados para emagrecimento. Na ocasião, mandados foram cumpridos em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca.
Segundo a Decon, o objetivo das ações é desarticular a rede de comércio ilegal desses medicamentos, proteger os consumidores e impedir a circulação de produtos sem controle sanitário adequado.






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