Polícia Civil faz operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras no Rio

Investigação aponta venda clandestina de medicamentos de uso controlado por aplicativos de mensagens

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) deflagraram, nesta segunda-feira (1º), uma operação contra a venda clandestina de canetas emagrecedoras no Rio. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Ramos, na Zona Norte, e em Vargem Pequena, na Zona Oeste. Uma pessoa foi presa.

A investigação teve início após informações de inteligência apontarem que um homem anunciava e comercializava os produtos por aplicativos de mensagens, sem comprovação de procedência e fora dos canais autorizados para venda.

Segundo a Polícia Civil, as apurações identificaram indícios de uma atividade contínua e estruturada de venda irregular desses medicamentos.

Venda por aplicativos

De acordo com o agentes, eram oferecidas substâncias como tirzepatida e retatrutida, medicamentos caros e que exigem prescrição e acompanhamento médico.

Os anúncios divulgavam preços, disponibilidade imediata e manutenção de estoque, características típicas de uma atividade comercial regular, mas feita sem autorização e qualquer controle sanitário.

Em uma das publicações analisadas pelos agentes, o vendedor afirmava que seu produto não tinha o menor preço do mercado, mas oferecia o “melhor efeito” para o consumidor.

Busca por fornecedores

Com os mandados cumpridos nesta segunda, os policiais buscam apreenderam medicamentos, embalagens, aparelhos eletrônicos, registros comerciais e outros materiais relacionados à atividade.

O objetivo é identificar a origem dos produtos, rastrear possíveis fornecedores e verificar a participação de outras pessoas na cadeia clandestina de distribuição.

Outras ações

A ofensiva faz parte de uma série de ações comandadas pela polícia para combater o comércio ilegal de canetas emagrecedoras no estado. Em janeiro, a Delegacia do Consumidor liderou uma operação contra o mesmo esquema criminoso. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante. Medicamentos também acabaram apreendidos.

Já em novembro do ano passado, Maria Vanda Gonçalves do Nascimento Freitas foi presa em flagrante vendendo canetas emagrecedoras de procedência desconhecida em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Civil, ela aplicava, clandestinamente, ampolas de tirzepatida

No mesmo mês, a Vigilância Sanitária Municipal, com apoio de agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), interditou uma clínica de estética em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. A proprietária, Vanessa Calinca dos Santos, que se apresentava como farmacêutica e esteticista, foi presa em flagrante.

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