A Polícia Civil identificou mais dois suspeitos de participar das agressões que mataram o ciclista em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Aílton José da Silva e Felipe Eduardo Santos Silva aparecem nas imagens do crime vestidos como entregadores e tiveram a prisão temporária decretada por 20 dias pela Justiça. Eles estão foragidos.
Na quinta-feira (20), outros dois investigados se apresentaram à polícia. O segurança David Santos Machado foi à 53ª DP (Mesquita), enquanto Jorge Luiz Ricardo Dias se entregou na 12ª DP (Copacabana), responsável pela investigação.
Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi agredido após um vigilante apontar que ele teria roubado uma bicicleta, que na verdade pertencia a irmã da vítima. As câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram ao menos 57 pauladas, além de socos, chutes e pisões na cabeça do ciclista.

O laudo de necropsia apontou traumatismo cranioencefálico e hemorragia interna, além de lesões no baço e no rim esquerdo.
Vídeos mostram sequência das agressões
As imagens registradas nas ruas Barata Ribeiro e Felipe de Oliveira mostram diferentes momentos da abordagem e do espancamento. Em um dos trechos, Cláudio aparece sentado na escadaria de um prédio quando dois homens chegam de bicicleta, carregando mochilas de entrega.
O segurança também se aproxima e, segundo a investigação, participa da abordagem. Nas imagens obtidas pela reportagem, ele aparece segurando uma vareta. Pouco depois, começam as agressões.
Veja o vídeo
Cláudio tenta se levantar e deixar o local, mas é cercado e impedido pelos homens. O grupo desfere socos e chutes contra a vítima, que acaba caindo no chão.
Mesmo depois de Cláudio ficar desacordado, os agressores continuam próximos. Eles chegam a revistar os bolsos do ciclista. O segurança também fotografa a vítima caída.
Os envolvidos deixam o local enquanto Cláudio permanece no chão, gravemente ferido.
Família cobra responsabilização
A irmã da vítima, Fabiana Landeiro Hansen, afirma que o segurança teria sido responsável pela abordagem inicial e permitido que outros homens levassem Cláudio para o local onde ocorreu o espancamento.
“Ele abordou meu irmão, supôs que era um ladrão, agrediu ele e deixou que outros homens levassem ele para a Rua Felipe de Oliveira, uma rua escura, propositalmente para matá-lo. O segurança diz que não tem envolvimento na agressão. Ele saiu pela porta da frente da delegacia”, relatou Fabiana.
Investigação
A mãe e a irmã de Cláudio também foram ouvidas pelos investigadores. Após o depoimento, Fabiana afirmou que a família buscava esclarecimentos sobre o que aconteceu.
“A gente quer esclarecimento, não vamos parar, não vamos descansar”, disse.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da 12ª DP. Em nota, o Governo do Estado do Rio disse que se solidariza com os familiares, amigos da vítima e moradores de Copacabana neste momento de profunda dor e luto.
“O Governo do Estado está trabalhando para localizar e prender os outros dois agressores identificados nas imagens”, diz.
A empresa IFood lamentou o caso e disse estar colaborando com as investigações.
“O iFood lamenta profundamente a morte de Cláudio Rafael Landeiro e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor. A empresa está colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso.
O iFood reforça que qualquer forma de violência é inaceitável e tem tolerância zero com esse tipo de conduta. A empresa adota uma Política de Combate à Discriminação e à Violência, com regras claras para promover um ambiente ético, seguro e livre de violações de direitos para todos os envolvidos: clientes, entregadores e estabelecimentos parceiros. O descumprimento dessas diretrizes pode resultar em medidas que vão desde advertências à desativação permanente da conta”.







Deixe um comentário