Vídeo: ‘Gostou de matar meu irmão?’: irmã de ciclista assassinado confronta suspeito preso

Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, se apresentou à delegacia nesta quinta-feira (20) e foi confrontado pela irmã da vítima; delegado diz que suspeito teve participação acessória e não foi um dos responsáveis pelo espancamento

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A irmã do ciclista Cláudio Rafael Landeiro confrontou o segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, no momento em que ele se apresentou à delegacia, no início da tarde desta quinta-feira (20), para cumprir um mandado de prisão temporária. “Gostou de matar meu irmão? Gostou de matar meu irmão?”, repetiu a mulher, diante do suspeito, que não respondeu e entrou na unidade policial.

O homem é um dos quatro envolvidos identificados pela Polícia Civil no caso da morte do ciclista, espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo a investigação, Jorge não participou diretamente das agressões, mas teve uma participação considerada acessória: ele teria segurado a bicicleta da vítima e o porrete usado no ataque.

Segurança foi preso por participação acessória

O delegado titular Ângelo Lages confirmou o cumprimento do mandado de prisão temporária contra Jorge Luiz Ricardo Dias. De acordo com o investigador, o segurança teve envolvimento no crime, embora não tenha sido apontado como um dos responsáveis diretos pelo espancamento.

“Ele teve uma participação acessória no crime. Vai ser cumprido o mandado de prisão contra ele”, afirmou o delegado. Em depoimento, Jorge disse que chegou a alertar outro segurança, identificado como Davi, para que ele não cometesse as agressões.

Ainda conforme as investigações, quatro homens participaram da ocorrência. Três deles teriam agredido Cláudio depois que um dos seguranças passou a desconfiar de que a bicicleta usada pela vítima era roubada.

Ciclista tinha dificuldades de fala

Segundo Ângelo Lages, Cláudio Rafael Landeiro estava na Rua Barata Ribeiro quando foi abordado pelo segurança Davi, que passou a questioná-lo sobre a origem da bicicleta. A vítima, que tinha problemas psiquiátricos e dificuldades de fala, não conseguiu explicar que o veículo pertencia à própria irmã.

“O crime começou na Barata Ribeiro, um segurança começou a interrogar de quem seria a bicicleta e ele, com dificuldades de fala, não conseguiu explicar que a bicicleta era da irmã. Depois chega um segundo segurança e tira a bicicleta da posse dele e começa a agressão”, afirmou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, após as primeiras agressões, o ciclista foi até a Rua Felipe de Oliveira e se sentou na porta de um prédio. Dois entregadores chegaram ao local e, pouco depois, o segurança Davi reapareceu com um porrete. As agressões, segundo o delegado, continuaram de forma violenta.

Polícia busca identificar entregadores envolvidos

A polícia informou que os seguranças envolvidos já foram identificados. Para concluir a investigação, os agentes ainda tentam identificar os dois entregadores que estavam no local e teriam participado das agressões contra o ciclista.

“Depois, ele sai dali e vai para a Rua Felipe de Oliveira e senta na porta de um prédio. Ali chegaram dois entregadores e novamente aparece o segurança Davi com um porrete e começam a agredi-lo de forma bárbara. Os seguranças já foram identificados, para fecharmos a investigação por completo só falta identificarmos os entregadores”, completou Ângelo Lages.

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