A Polícia Civil faz neste sábado (28) o primeiro “simulado de desastre” no encerramento de capacitação hiper-realista para mais de 200 novos agentes no Rio voltado à atuação em cenários de calamidade pública.
Promovido pela Comissão Permanente de Identificação de Vítimas de Desastres da entidade, o exercício contou com o apoio da PM, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Centro Tecnológico do Exército.
O objetivo é promover o treinamento desses profissionais que compõem o grupo integrado de resposta a desastres, fortalecendo a atuação conjunta entre os órgãos. A ação também contou com a presença de integrantes do Ministério Público e Defensoria Pública, como convidados.
O simulado capacita os agentes para situações extremas, aprimorando a comunicação e integração entre os órgãos envolvidos com base na aplicação de protocolos e identificação de possíveis falhas no sistema. Em cenários de desastre, a ação coordenada é determinante para salvar vidas.
A formação também prioriza o atendimento humanizado, preparando os profissionais para lidar com vítimas e familiares com respeito, empatia e sensibilidade nesses momentos de calamidade.
Formação foi idealizada após tragédia de Petrópolis em 2022
A ideia de estruturar esse treinamento do grupo integrado surgiu após a tragédia que vitimou centenas de pessoas em Petrópolis, na Região Serrana, em 2022. Na época, a Polícia Civil elaborou esquemas especiais para suprir necessidades pontuais, atuando de forma estratégica e eficaz.
Inspirado em um modelo da Interpol, o treinamento foi adaptado à realidade do Rio para ampliar o realismo e o aprendizado dos alunos.
Para garantir o realismo do exercício, será criada uma cidade fictícia, onde pessoas estarão reunidas em diferentes situações, como casamento, churrasco e show. Neste momento, uma chuva provocará deslizamentos com múltiplas vítimas. O simulado contará com o apoio de atores, maquiadores, cenógrafos e cineastas, responsáveis por criar um ambiente hiper-realista.






Deixe um comentário