Trump redefine terrorismo e coloca cartéis no topo da mira dos EUA

O documento foi divulgado às vésperas do encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia nacional de contraterrorismo estabelece três principais categorias de ameaça: narcoterroristas e terroristas islamistas e extremistas de esquerda, incluindo grupos anarquistas e antifascistas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um novo decreto que altera profundamente a estratégia americana de combate ao terrorismo. Pela primeira vez em 25 anos, os cartéis de drogas passaram a ocupar o topo da lista de ameaças à segurança nacional do país, superando grupos jihadistas como Al-Qaeda e Estado Islâmico.

O documento foi divulgado às vésperas do encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para esta quinta-feira (7), em Washington. A nova diretriz foi confirmada pelo diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Sebastian Gorka.

Nova estratégia muda prioridades dos EUA

A estratégia nacional de contraterrorismo estabelece três principais categorias de ameaça: narcoterroristas e gangues transnacionais, terroristas islamistas e extremistas de esquerda violentos, incluindo grupos anarquistas e antifascistas.

Segundo o texto, os cartéis devem ser “incapacitados” até que não consigam mais levar drogas, integrantes e vítimas de tráfico para território americano. O governo Trump argumenta que o avanço do narcotráfico provocou um impacto devastador no país.

Para justificar a medida, a Casa Branca afirma que, durante um período de 12 meses do governo de Joe Biden, mais americanos morreram em decorrência de drogas traficadas pelos cartéis do que todos os militares norte-americanos mortos em combate desde 1945.

Discurso duro contra grupos radicais

Sebastian Gorka afirmou que a nova política será guiada pela proteção do território americano e destacou que o governo pretende utilizar todas as ferramentas legais disponíveis para combater ameaças internas e externas.

O diretor também citou grupos considerados extremistas dentro dos Estados Unidos, incluindo movimentos classificados por ele como “antiamericanos”, anarquistas e ligados ao Antifa. Segundo Gorka, as autoridades irão identificar integrantes e monitorar conexões internacionais desses grupos.

Ao mesmo tempo, a estratégia mantém o foco em organizações jihadistas globais. O governo americano afirmou que continuará atuando contra grupos como a Al-Qaeda e outras organizações terroristas internacionais.

Contexto internacional aumenta tensão

A mudança ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais envolvendo narcotráfico, imigração ilegal e segurança nas fronteiras. Desde o ano passado, os Estados Unidos vêm realizando operações contra embarcações suspeitas de ligação com o tráfico de drogas na América Latina.

Segundo o documento, autoridades americanas também devem ampliar conversas com aliados internacionais sobre ameaças ligadas ao Irã e à segurança no estreito de Hormuz.

A decisão de Trump deve repercutir diretamente na política externa dos Estados Unidos e pode influenciar futuras relações diplomáticas com países da América Latina, especialmente no debate sobre segurança e combate ao narcotráfico.

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