Um policial militar se apresentou à Delegacia de Homicídios da Capital nesta terça-feira (14) e confessou ter efetuado o disparo que resultou na morte de um homem após uma discussão em um bar na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A Polícia Civil informou que solicitou a prisão do suspeito à Justiça.
O suspeito do crime é o terceiro-sargento Milton Lopes dos Santos, lotado no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), que foi identificado após diligências que incluíram depoimentos, análise de imagens e informações de inteligência.
Confissão e versão apresentada
Em depoimento, o policial admitiu ter atirado contra a vítima, Ryan Victor Araújo dos Santos, de 28 anos. Segundo o delegado responsável pelo caso, Renato Martins, o suspeito alegou que agiu após ser ameaçado durante uma confusão.
“Ele confessou ter atirado. Foi resultado de uma briga generalizada no bar. A ideia dele, segundo o que consta nos autos, é que ele foi ajudar a segurança do bar a evitar essa confusão e, no momento em que teria feito isso, a vítima teria pegado uma garrafa de cerveja e partido para cima dele. Nesse momento então, ele desfere o tiro fatal”, afirmou o delegado.
Dinâmica da ocorrência
O episódio ocorreu no Mia Lounge, na Avenida Olegário Maciel, onde acontecia uma roda de samba. Testemunhas relataram que a confusão começou dentro do estabelecimento, envolvendo uma disputa por espaço em um camarote.
Funcionários do bar foram ouvidos pela polícia. De acordo com relatos iniciais, a vítima teria se envolvido em desentendimentos antes de ser conduzida para fora por seguranças.
O advogado do estabelecimento, Gabriel Habib, afirmou que o local está colaborando com as investigações. “O restaurante tem total interesse em colaborar com as investigações para tentar descobrir quem foi o autor dos disparos”, disse. Ele acrescentou que a equipe busca imagens de câmeras de segurança para auxiliar a apuração.
Segundo o advogado, testemunhas indicaram que o autor dos disparos estava fora do bar no momento da confusão. “Quando os seguranças estavam conduzindo a vítima para a rua, o autor dos disparos, que estava na calçada, entrou na varanda do restaurante, próximo à calçada, efetuou o disparo e fugiu”, afirmou.
Atendimento e morte da vítima
Ryan foi baleado na região do abdômen e socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encaminhado para sepultamento no interior de São Paulo.
A advogada que representa a família, Maria Eduarda Vasconcelos, afirmou que os parentes aguardam a conclusão das investigações. “A família só espera que isso realmente passe, que o trabalho seja feito e que ele consiga descansar em paz”, declarou.
Apuração e medidas internas
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que abriu procedimento na corregedoria para apurar a conduta do agente. Paralelamente, a Delegacia de Homicídios segue reunindo provas para esclarecer as circunstâncias do crime.
Investigação baseada em imagens e depoimentos
A identificação do suspeito foi possível a partir da análise de câmeras de segurança e relatos de testemunhas. O material segue sendo avaliado para reconstruir a sequência dos acontecimentos.
Caso levanta debate sobre segurança
O episódio reacende discussões sobre segurança em estabelecimentos noturnos e o uso de armas de fogo em situações de conflito, especialmente envolvendo agentes públicos fora de serviço.






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