Paes reage à operação contra Val Ceasa e diz que já havia alertado autoridades sobre o caso

Ex-prefeito compartilha documentos, depoimentos e relatórios ligados à tentativa de demolição de construções atribuídas ao chamado “Resort do Peixão”

A operação que teve como alvos o deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (18) com a manifestação pública do ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Paes. Em uma sequência de publicações nas redes sociais, o ex-prefeito afirmou que a Prefeitura do Rio já havia alertado as autoridades sobre os fatos investigados e divulgou documentos e registros de reuniões que, segundo ele, ajudaram a embasar a apuração conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A operação, realizada pelo MPRJ e pela Polícia Civil, investiga uma suposta tentativa de interferência para impedir a demolição de imóveis apontados pelas autoridades como ligados ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, identificado como liderança do Terceiro Comando Puro (TCP).

Ao comentar o caso, Paes afirmou que a origem da investigação está em uma denúncia apresentada pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), dentro da força-tarefa criada em parceria com o Ministério Público para combater construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado.

“Aqui não tem moleza pra vagabundagem! Precisou mudar o governador pra finalmente os fatos serem apurados!”, escreveu Paes ao compartilhar o material.

Documentos e depoimentos

Nas postagens, Paes divulgou imagens de um termo de oitiva prestado ao Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pelo então secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, em novembro de 2024.

No depoimento, Carnevale relata reuniões realizadas para planejar a demolição de imóveis no Complexo de Israel e menciona abordagens feitas pelo então vereador Ulisses Marins sobre o espaço conhecido como “Fazendinha”. O documento também registra que a operação acabou não sendo executada naquele momento.

Paes também publicou relatórios da Prefeitura do Rio que classificavam os imóveis como construções irregulares. As imagens mostram mapas, fotografias aéreas e documentos técnicos que identificam áreas apontadas como um resort e uma academia na região de Parada de Lucas, dentro do Complexo de Israel.

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