O policial militar Elder Carlos Costa Carvalho, atingido por um tiro na cabeça neste domingo (18) no Jardim Catarina, em São Gonçalo, está internado em estado grave no Hospital Estadual Alberto Torres.
O agente passou por procedimento cirúrgico, segundo informação repassada nesta segunda-feira (19) pela Secretaria Estadual de Saúde.
O PM estava de folga quando foi baleado na esquina entre as ruas Padre Vieira Engenheiro Bernardo Sayão. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que faz diligências para localizar e prender suspeitos de envolvimento no crime.
É o terceiro caso neste ano de agentes baleados no Rio, média superior a um caso por semana.
O policial civil Paulo Vítor Silva Heitor morreu ao reagir a um assalto na madrugada de 11 de janeiro quando voltava de um bar acompanhado pela esposa. Na manhã do dia 11, o PM Bruno Dantas de Souza foi morto a tiros também ao tentar reagir a uma tentativa de assalto em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O Rio vive uma escalada de violência contra policiais, indica levantamento feito pela Agenda do Poder com dados do Instituto Fogo Cruzado. “Quando sai de casa, a população do Rio precisa se preocupar com trânsito, com previsão do tempo e também se vai ser vítima de bala perdida. Isso é motivado por uma lógica bélica, com produção de violência de facções e de milícias”, diz Carlos Nhanga, coordenador-regional do programa.
Em 2025, um agente morreu a cada cinco dias na Região Metropolitana. Com 67 óbitos, os assassinatos de policiais tiveram aumento de 55%, indica o estudo. É o maior índice registrado nos últimos três anos. Entre mortos e feridos, foram 155 casos. Em média, um policial foi baleado a cada dois dias.






Deixe um comentário