O Palácio do Planalto prepara para a próxima segunda-feira (7) uma cerimônia de Sete de Setembro com perfil “sóbrio” e cuidados para evitar que o tradicional desfile da Independência seja associado à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles.
Diante da proximidade das eleições, os preparativos estão sendo submetidos à Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Jorge Messias. O objetivo é reduzir riscos de questionamentos perante a Justiça Eleitoral relacionados ao uso da estrutura oficial em período de campanha.
A programação deverá privilegiar símbolos nacionais e adotar uma identidade “verde e amarela”. Entre os assuntos escolhidos para o desfile estão a soberania nacional, o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Futebol feminino terá espaço no desfile
Uma das atrações previstas é um pavilhão dedicado à Seleção Brasileira feminina de futebol. A programação deverá contar com o desfile de atletas, com atenção especial para jogadoras que integraram a primeira equipe feminina formada no país.
A escolha do tema ocorre às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá o Brasil como sede.
O combate à violência contra a mulher também terá destaque. Faixas e mensagens contra o feminicídio deverão ser distribuídas ao longo do desfile, incorporando o assunto à programação oficial da celebração da Independência.
A soberania nacional completa o conjunto de temas que o governo pretende explorar durante a cerimônia.
Símbolos do PT devem ficar fora da cerimônia
Outro cuidado envolve a presença de ministros e apoiadores do presidente no evento. Embora não exista uma orientação explícita, a expectativa é que acessórios diretamente relacionados ao PT sejam evitados durante o desfile.
Entre os itens que devem ficar de fora estão adesivos com o número 13 e peças predominantemente vermelhas que possam ser identificadas com a campanha petista.
A estratégia busca reforçar o caráter institucional da celebração e evitar que a cerimônia oficial seja confundida com uma manifestação eleitoral.







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