A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reúne indícios de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) teria se utilizado da atuação em defesa da causa animal para se beneficiar de um esquema de fraudes em licitações no Rio de Janeiro.
O parlamentar foi alvo da Operação Castratio, deflagrada nesta terça-feira (12), sob suspeita de envolvimento em crimes como fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro relacionados à contratação de uma empresa de castração de animais pelo governo estadual.
Segundo a PF, as irregularidades teriam começado no período em que Queiroz ocupava a Secretaria de Agricultura do estado. Nesse contexto, os investigadores apontam que a atuação do político na causa animal estaria associada à obtenção de prestígio político e apoio eleitoral a partir de contratos sob suspeita.
Decisão de Dino
A decisão que autorizou a operação foi assinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e menciona a empresa Consuvet – Soluções em Saúde Animal. De acordo com as investigações, a companhia não teria estrutura compatível com os contratos firmados, que entre 2021 e 2023 alcançaram cerca de R$ 200 milhões, dos quais aproximadamente R$ 35 milhões já teriam sido pagos.
O STF também destacou que Queiroz ocupava cargo na secretaria no período em que teriam começado as supostas fraudes, além de indicar a participação de assessores ligados ao então secretário no esquema investigado.
A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. O deputado foi abordado por agentes da PF no Aeroporto Santos Dumont, no momento em que se preparava para embarcar para Brasília, e teve o celular apreendido.





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