A Polícia Federal (PF) fará uma revisão nos procedimentos de troca de informações com o governo de Israel e com seu serviço secreto, o Mossad, depois de notícias do serviço de espionagem israelense alegar que os três brasileiros detidos por supostas ligações com o Hezbollah demonstravam a existência de células terroristas no país e ligações com o Irã.
Com a nova política, informa Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, a PF adotará uma abordagem mais criteriosa, avaliando “caso a caso” as solicitações de cooperação em investigações. Esta mudança marca uma ruptura com a prática anterior, na qual a colaboração e o compartilhamento de informações eram realizados de forma mais fluida e constante.
A revisão dos protocolos surge no contexto da Operação Trapiche, divulgada pela PF na semana passada. Esta operação resultou na prisão de três brasileiros acusados de planejar um ataque que, segundo o Mossad, seria em conexão com o Hezbollah, um grupo islâmico anti-Israel com origens no Líbano. A PF emitiu uma nota contestando as alegações do Mossad, que vinculava diretamente os detidos ao Hezbollah e ao Irã, uma postura que a PF considerou inadequada.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, reagiu às afirmações do Mossad, enfatizando a soberania do Brasil nas questões de segurança interna. Além disso, a PF expressou desaprovação quanto às declarações do embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, que sugeriu a existência de colaboradores do Hezbollah em território brasileiro.
Com informações do 247.





