No quinto dia de confrontos diretos entre Irã e Israel, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou nesta terça-feira (17) ter realizado um ataque contra instalações do serviço de inteligência externa israelense, o Mossad, localizadas em Tel Aviv. A informação foi divulgada em um comunicado oficial lido pela televisão estatal iraniana e reforçada por imagens publicadas pela agência oficial Tasnim, que mostram um edifício em chamas, supostamente a sede atingida pelos mísseis.
A Guarda Revolucionária declarou que “atacou o centro de inteligência militar do Exército do regime sionista, AMAN, e o centro de planejamento de operações terroristas do regime sionista, o Mossad, em Tel Aviv. Este centro está atualmente em chamas”.
Até o momento, o governo de Israel não comentou a alegação. Além disso, as rígidas restrições impostas pela autoridade militar israelense limitam a publicação de informações sobre alvos atingidos em território nacional, o que impede a confirmação ou refutação por veículos de imprensa locais e internacionais.
A suposta ofensiva marca um novo ponto de tensão na escalada entre os dois países, que têm se enfrentado direta e indiretamente em diferentes frentes nos últimos anos, mas que agora protagonizam um confronto militar aberto.
O que é o Mossad
O Mossad, oficialmente chamado de Instituto para a Inteligência e Operações Especiais, é responsável pelas operações secretas e de espionagem do Estado de Israel fora de suas fronteiras. Criado em 1949, o órgão tem como principais objetivos impedir o desenvolvimento de armas não convencionais por países considerados inimigos e prevenir ataques terroristas contra alvos israelenses.
Com status semelhante ao da CIA nos Estados Unidos ou ao MI6 no Reino Unido, o Mossad é considerado uma das agências de inteligência mais atuantes e eficazes do mundo. Está sob o comando direto do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e, atualmente, é dirigido por David Barnea.
O suposto ataque ao Mossad, caso confirmado, representaria um raro e significativo golpe à estrutura de inteligência de Israel, um país que tradicionalmente mantém em sigilo absoluto qualquer atividade relacionada a sua espionagem ou contraespionagem.





