Lula tem maior aprovação em Pernambuco e pior desempenho no Paraná, aponta Quaest

Pesquisa em 10 estados mostra presidente fortalecido no Nordeste e enfrentando alta rejeição no Sul, Sudeste e Centro-Oeste

A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (6) revelou um cenário regionalizado para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o petista mantém forte aprovação em estados do Nordeste, especialmente em Pernambuco, enfrenta índices elevados de rejeição em regiões como Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo o levantamento, Pernambuco aparece como o estado onde Lula registra seu melhor desempenho: 61% dos entrevistados afirmam aprovar o governo federal, enquanto 32% desaprovam a gestão.

Na outra ponta está o Paraná, onde o presidente tem sua pior marca entre os estados pesquisados. Por lá, apenas 34% aprovam o governo, enquanto 60% desaprovam.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 28 de abril em dez estados brasileiros. Ao todo, foram feitas 11.646 entrevistas presenciais.

O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados pesquisados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco, Ceará e Pará.

Nordeste sustenta aprovação de Lula

Os dados mostram que a base mais sólida de apoio ao presidente continua concentrada no Nordeste.

Além de Pernambuco, Lula também aparece com índices elevados de aprovação na Bahia e no Ceará.

Na Bahia, o presidente registra 60% de aprovação contra 33% de desaprovação.

Já no Ceará, os números são de 58% de aprovação e 35% de desaprovação.

O Pará é o único estado fora do Nordeste em que a aprovação supera numericamente a rejeição, ainda que por margem apertada: 49% aprovam o governo e 45% desaprovam.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o cenário regional ajuda a explicar os números da corrida presidencial também divulgados pelo instituto.

“A pesquisa mostra saldo positivo de aprovação do governo Lula nos estados do Nordeste e no Pará. Em todos os demais, o saldo de aprovação é negativo. Destaque pra Minas Gerais, onde o saldo é de -10 pp. Não é coincidência que Lula abra boa vantagem no 1º turno justamente nos estados onde ele tem saldo positivo de aprovação. Só em Goiás a polarização nacional é quebrada, Caiado lidera a frente de Lula e Flávio”, afirmou.

Rejeição cresce em estados estratégicos

Os maiores índices de desaprovação ao governo aparecem em Goiás, Paraná e São Paulo.

Em Goiás, 61% desaprovam o governo federal, enquanto apenas 37% aprovam.

No Paraná, a desaprovação chega a 60%, contra 34% de aprovação.

Já em São Paulo, 58% desaprovam Lula e 37% aprovam sua gestão.

No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, o presidente aparece com números semelhantes: 38% de aprovação e 56% de desaprovação em ambos os estados.

Em Minas Gerais, estado considerado estratégico para as eleições nacionais, Lula registra 44% de aprovação e 54% de desaprovação.

Na média dos dez estados pesquisados, o presidente é desaprovado por 52% dos entrevistados e aprovado por 43%.

Segundo o levantamento, apenas quatro estados apresentam saldo positivo para o governo: Pernambuco, Bahia, Ceará e Pará.

Avaliação do governo também varia regionalmente

Além da aprovação direta, a pesquisa mediu como os eleitores classificam a gestão federal entre positiva, regular ou negativa.

Mais uma vez, Pernambuco aparece como o estado mais favorável ao governo.

No estado nordestino, 47% classificam a administração Lula como positiva, 25% como regular e 26% como negativa.

Bahia e Ceará também apresentam avaliações positivas superiores às negativas.

Na Bahia, 45% avaliam o governo positivamente, contra 24% negativamente.

No Ceará, 45% fazem avaliação positiva e 27% negativa.

Já Goiás concentra o pior cenário para o governo federal.

No estado governado por Ronaldo Caiado, apenas 23% avaliam o governo como positivo, enquanto 49% fazem avaliação negativa.

O Paraná aparece logo em seguida, com 47% de avaliação negativa e apenas 25% positiva.

No Rio de Janeiro, a gestão Lula é considerada negativa por 46% dos entrevistados, enquanto 25% a classificam como positiva.

São Paulo registra cenário semelhante: 45% de avaliação negativa contra 26% positiva.

Na média geral dos dez estados, o governo federal apresenta 31% de avaliação positiva, 26% regular e 42% negativa.

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