A Polícia Federal intimou o banqueiro Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro, para prestarem depoimento no próximo dia 30 de setembro. Os interrogatórios representam a última etapa do inquérito que apura a atuação dos grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”.
Segundo a investigação, os grupos funcionavam como uma espécie de “milícia privada”. Eles eram acionados pelo banqueiro para vigilância, coleta de dados em processos sigilosos, invasão de sistemas e intimidação de adversários.
Prisão preventiva e atuação da milícia privada
Pai e filho estão presos preventivamente no âmbito das fases da Operação Compliance Zero. O relator no STF, ministro André Mendonça, decretou as prisões ao apontar que o grupo colocava em risco as investigações sobre o Banco Master.
Daniel Vorcaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, a “Papudinha”, enquanto Henrique cumpre pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Minas Gerais. A oitiva será realizada por videoconferência.
Papel no grupo e pedidos de liberdade da defesa
As investigações indicam que Henrique Vorcaro era o responsável pelos pagamentos ao grupo “A Turma”, liderado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, que faleceu após tentar se matar na prisão.
Nesta semana, a defesa de Henrique pediu a revogação da prisão preventiva, alegando mais de 90 dias de detenção sem análise de recursos. Ele relatou problemas de saúde e declarou inocência em cartas ao STF.
Cautela da Polícia Federal e prazos das investigações
Em meio a questionamentos políticos e à decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de remeter os processos à presidência do tribunal, a PF passou a adotar tom de cautela sobre novas diligências e quebras de sigilo.
Apesar desse represamento momentâneo, a análise do material apreendido continua. A expectativa dos investigadores é concluir até novembro os inquéritos sobre “A Turma” e sobre o pagamento de propina a servidores do Banco Central.







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