O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, rebateu nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, as críticas do governo de Donald Trump à atuação brasileira no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Segundo o ministro, os resultados recentes das forças de segurança contradizem a avaliação apresentada pelos Estados Unidos.
A manifestação ocorre após o governo americano afirmar, em documento enviado ao Congresso dos Estados Unidos, que o Brasil falhou no enfrentamento às duas facções e deveria adotar medidas mais firmes contra os grupos. Apesar da crítica, o país não foi incluído na relação oficial de 23 nações consideradas grandes produtoras ou importantes rotas de trânsito de drogas.
Ministro cita operações contra o crime organizado
Wellington afirmou que o governo brasileiro pretende demonstrar, por meio dos resultados das operações e das medidas adotadas contra organizações criminosas, que a avaliação americana não corresponde, na visão do Ministério da Justiça, ao cenário atual.
“O Estado americano verificará que essa hipótese não se confirma, não é consistente. Os números que apresentamos são superiores ao que existia antes”, declarou o ministro.
Ele também destacou a integração entre forças federais, estaduais e municipais e apontou a Lei Antifacção como um dos instrumentos adotados para ampliar a repressão às organizações criminosas. O Ministério da Justiça sustenta ainda que operações federais recentes provocaram prejuízos bilionários a grupos criminosos.
Brasil ficou fora da lista oficial
Outro ponto ressaltado pelo ministro foi a situação do Brasil no documento encaminhado pela Casa Branca ao Congresso americano. Embora o texto faça críticas ao combate ao PCC e ao CV, o país não aparece na lista formal de 23 nações identificadas como grandes produtoras ou rotas relevantes para o tráfico de drogas.
“Se não figuramos na lista dos 23 países consolidada nessa iniciativa enviada ao Congresso, a referência ao Brasil foi um comentário lateral. A inclusão na lista, que tem categoria jurídica, não aconteceu”, afirmou Wellington.
O Ministério da Justiça já havia divulgado nota sustentando que a referência ao Brasil aparece na parte narrativa do documento americano e não corresponde a uma classificação formal de descumprimento das obrigações antidrogas previstas pela legislação dos Estados Unidos.
Operação mira mercado de celulares
As declarações foram dadas durante uma coletiva sobre uma operação realizada no âmbito do programa Celular Seguro. A ação fiscalizou cerca de 200 estabelecimentos em 15 estados e busca atingir a cadeia de roubo, furto, receptação e comercialização irregular de aparelhos.
Wellington também defendeu a atuação integrada da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal Federal, forças estaduais, guardas municipais, Receita Federal, Ministério Público e Judiciário no enfrentamento às organizações criminosas.







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