A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira (14) a Operação Reativo, que investiga a suspeita de compras superfaturadas de testes rápidos de Covid pela Prefeitura de Japeri e outros seis municípios, a maioria na Baixada Fluminense.
A PF também apura contratos feitos pelas empresas envolvidas nas fraudes de Japeri com as secretarias de Saúde do Rio, de Laje de Muriaé, de Nilópolis, de São João de Meriti, de Nova Iguaçu e de Mesquita. Os investigadores acreditam que as licitações podem ter irregularidades que somam R$ 20 milhões.
São 120 agentes envolvidos na operação. Os agentes saíram para cumprir 26 mandados de busca e apreensão em sete municípios: Rio de Janeiro, Japeri, Laje do Muriaé, Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Mesquita. Não há mandados de prisão.
A investigação teve início após a Operação Apneuse, em outubro de 2020, e a respectiva análise realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em contratos da Prefeitura de Japeri, que comprovou sobrepreço na compra de respiradores.
“A apuração aponta que três empresas que participaram do processo licitatório agiram em conluio para direcionar a empresa ganhadora a firmar contrato no valor de R$ 2 milhões”, afirmou a PF, em nota.
A PF verificou ainda que tais empresas podem estar vinculadas a diversos processos licitatórios em várias outras cidades no Rio de Janeiro.
Os investigados, pessoas físicas e jurídicas, por decisão judicial, terão contas bancárias bloqueadas, bens e valores sequestrados e responderão pelos crimes de fraude à licitação e peculato.
Em outubro de 2020, a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na investigação da compra de respiradores obsoletos e superfaturados para o tratamento da Covid em Japeri. Na ocasião, a então secretária de Saúde de Japeri, Rozilene Souza Moraes dos Anjos, foi afastada do cargo.
Antes da pandemia, a população de Japeri nunca teve um hospital no município. Apenas no início desse ano a prefeitura decidiu construir um hospital de campanha. E para equipar a unidade, a prefeitura comprou respiradores obsoletos e de uma empresa que não existe no endereço informado.
As informações são do Bom Dia Rio, da Globo, e do G1.
(Em atualização)






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