Vídeo: Ato pelo 1º de Maio organizado pela direita leva cerca de 50 pessoas à Avenida Paulista

Manifestação em defesa de anistia aos condenados de 8 de janeiro teve baixa adesão e discursos políticos e religiosos

Uma manifestação organizada por apoiadores da direita reuniu cerca de 50 pessoas na manhã desta quinta-feira (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo, durante o feriado do Dia do Trabalhador. Segundo o UOL, o ato teve início às 11h e previsão de encerramento às 17h.

De acordo com a contagem realizada às 12h20, havia 47 participantes no local. O evento foi convocado pelo grupo Patriotas do QG, que possui cerca de 4 mil seguidores nas redes sociais e havia solicitado autorização para a data ainda em 2024.

Ato teve baixa adesão e divisão em etapas

A mobilização foi organizada em dois momentos: atividades pela manhã, uma pausa para almoço e retomada no período da tarde. Entre as ações previstas, estava a exibição de uma retrospectiva sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro em um telão.

Os manifestantes exibiam bandeiras do Brasil, vestiam camisetas com referências políticas e carregavam cartazes com frases como “Supremo é o povo”. A pauta central incluía apoio à possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e a defesa de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Discursos misturam política, religião e críticas

Durante o ato, falas no carro de som adotaram tom político e religioso. Uma das manifestantes afirmou que os condenados pelos atos de 8 de janeiro seriam “presos políticos injustamente”. Outro participante declarou: “Dia do trabalhador é da direita. Somos nós que carregamos o Brasil nas costas”.

Além das falas políticas, temas como aborto, religião e a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal também foram mencionados nos discursos.

Episódios de tensão e manifestações isoladas

O protesto também registrou momentos de tensão. Uma mulher que passava pelo local gritou “sem anistia” e acabou sendo hostilizada por participantes. Segundo o relato, ela foi alvo de xingamentos.

Entre os presentes, chamaram atenção fantasias e símbolos: um homem vestido de Tio Sam carregava uma bandeira com a frase “Viva a América”, enquanto uma mulher representava a Justiça, com olhos vendados e segurando uma Constituição.

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