PF apreende cigarros clandestinos e blindado de luxo durante operação em Duque de Caxias

Ação Carga Oculta mira esquema de distribuição clandestina e avança sobre logística usada no RJ e no Espírito Santo

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, uma operação de alcance nacional para combater o contrabando e a distribuição ilegal de cigarros clandestinos no país. Batizada de Carga Oculta, a ação teve como um de seus principais focos o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde foram cumpridos três mandados de busca e apreensão relacionados a um investigado apontado como peça-chave do esquema.

Dois dos mandados foram executados em endereços residenciais e um em nome de uma pessoa jurídica vinculada ao alvo da investigação. Durante as diligências, os agentes localizaram um galpão utilizado para armazenamento da mercadoria ilegal, onde foram apreendidas dezenas de caixas de cigarros de origem clandestina.

Apreensões e bens utilizados no crime

Além da carga irregular, a Polícia Federal apreendeu um veículo de luxo blindado que, segundo as investigações, já havia sido utilizado pelo investigado em ações criminosas. O automóvel foi empregado anteriormente para fazer a escolta de um caminhão roubado carregado com cigarros contrabandeados.

Por determinação judicial, o carro blindado foi destinado à Polícia Federal e passará a ser utilizado em atividades operacionais da corporação, como forma de reaproveitamento de bens vinculados ao crime organizado.

Investigação teve início em 2024

As apurações que culminaram na Operação Carga Oculta começaram em dezembro de 2024, após uma ação da Polícia Rodoviária Federal em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Na ocasião, agentes da PRF apreenderam um caminhão roubado que transportava diversas caixas de cigarros clandestinos e prenderam duas pessoas em flagrante.

A partir desse episódio, a Delegacia da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes aprofundou as investigações para identificar a estrutura por trás do transporte e da distribuição da mercadoria ilegal.

Logística interestadual do contrabando

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram a atuação de outro envolvido no esquema, responsável pela logística e pela distribuição dos cigarros contrabandeados. Segundo a PF, o grupo operava no transporte da carga do estado do Rio de Janeiro para o Espírito Santo, utilizando rotas e veículos planejados para driblar a fiscalização.

A investigação aponta que o esquema contava com uma estrutura organizada, voltada tanto para o armazenamento quanto para a circulação dos produtos ilícitos em diferentes regiões.

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