Petrobras mostra que críticas de Bolsonaro à sua política de preços é “jogo de cena” e se mantém submissa ao mercado

O presidente da Petrobrás, José Mauro Coelho, afirmou nesta sexta-feira (6) que a companhia irá manter os reajustes nos preços da gasolina, gás de cozinha, óleo diesel e outros derivados de petróleo, política que se tornou, segundo analistas, o motor principal da inflação e que tem provocado fome e sofrimento à população.  A decisão mostra…

O presidente da Petrobrás, José Mauro Coelho, afirmou nesta sexta-feira (6) que a companhia irá manter os reajustes nos preços da gasolina, gás de cozinha, óleo diesel e outros derivados de petróleo, política que se tornou, segundo analistas, o motor principal da inflação e que tem provocado fome e sofrimento à população. 

A decisão mostra que as críticas que o presidente Jair Bolsonaro tem feito aos preços cobrados pela estatal nada mais são que “jogo de cena” visando ganhos eleitorais, já que o presidente da Petrobras deveria atendê-lo, teoricamente.

Segundo Coelho, os resultados que a estatal tem alcançado, com lucro recorde, constituem fruto de uma “gestão responsável que tem sido feita nos últimos anos”. “Não podemos nos desviar da prática de preços de mercado. É uma condição necessária para a geração de riqueza não só para a empresa, mas para toda a sociedade brasileira, fundamental para a atração de investimentos do país e para garantir o suprimento dos derivados que o Brasil precisa importar”, afirmou. 

Nessa quinta-feira (5), a estatal anunciou lucro líquido de R$ 44,561 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado ficou muito acima do R$ 1,16 bilhão atingido no mesmo período de 2021. Na comparação anual, a elevação foi de 3.718,4%.

O presidente da Petrobras anunciou, também, que cerca de R$ 48,000 bilhões serão distribuídos aos acionistas privados, em maioria estrangeiros.

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