Lideranças do PT assinaram o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os signatários estão Camilo Santana, líder do PT no Senado e ex-ministro da Educação; Tereza Leitão, líder do governo no Senado; e Pedro Uczai, líder do partido na Câmara. O documento propõe que a comissão apure as relações entre Luchsinger e Lulinha.
Desafio a Flávio Bolsonaro
Em resposta, parlamentares petistas e ministros do governo desafiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados a assinarem outro pedido de CPMI, voltado a investigar a ligação do parlamentar com desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e com o caso do Banco Master.
A comissão também pretende apurar informações sobre um suposto pagamento de US$ 24 milhões feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, a pedido de Flávio, para financiar o filme Dark Horse. O pedido inclui ainda as relações do senador com o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal.
Segundo as informações divulgadas, Flávio e seus aliados não assinaram o requerimento da comissão que mira o senador. O desafio lançado pelo PT coloca em evidência a disputa política em torno da abertura de investigações parlamentares sobre os dois grupos.
CPMIs no centro da disputa política
A iniciativa petista de apoiar a apuração sobre Lulinha ocorre em meio à cobrança para que parlamentares bolsonaristas também respaldem a investigação sobre Flávio. As duas propostas tratam de suspeitas e vínculos que ainda precisam ser examinados pelas instâncias competentes.
A eventual instalação das comissões depende do andamento dos requerimentos no Congresso. Caso sejam criadas, as CPMIs poderão convocar pessoas, solicitar documentos e reunir informações para esclarecer os fatos dentro de seus respectivos escopos.







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