Já estava demonstrado que a pandemia, como qualquer crise grave e prolongada que afete a economia, sacrifica sobretudo as mulheres, as mulheres negras e as pessoas mais vulneráveis socialmente. Uma nova pesquisa comprova esta fatalidade que tem como alvo as maiorias mais exploradas do país.
Veja a matéria da Folha:
Mais de 60% das diaristas foram demitidas durante a pandemia, segundo levantamento feito pela empresa de pesquisa Plano CDE para a marca de produtos de limpeza Veja.
Do total de diaristas entrevistadas, 20% afirmam que, antes de perder o emprego, também tiveram desconto no salário.
O patamar é semelhante entre as mensalistas.
Os patrões de cerca de 60% das diaristas pechincharam o salário, e a maior parte delas já realizou atividades que não eram de sua responsabilidade, ainda segundo o levantamento.
Metade das trabalhadoras domésticas desconhecem organizações sindicais ou programas de proteção relacionados à categoria.
Do total de entrevistadas, 85% querem mudar de profissão, de acordo com o estudo. Os principais motivos são vontade de ter uma rotina mais tranquila, seguir carreira em uma outra profissão e trabalhar com algo que pague melhor.






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