A diarista Débora Cristina da Silva Damasceno decidiu processar o estado após ser presa injustamente devido a um erro da Justiça de Minas Gerais. Ela procurou a polícia em Petrópolis para denunciar uma agressão do ex-companheiro, mas acabou detida sob a acusação de tráfico de drogas e associação criminosa. “Do nada, você vai fazer uma queixa de uma violência e sai de lá algemada”, lamentou.
Débora passou quase 48 horas presa até que o engano fosse reconhecido. Em sua chegada à delegacia, os policiais identificaram um mandado de prisão em aberto, expedido em Belo Horizonte, com seu nome e CPF. Apesar dos alertas da família sobre a inconsistência, a diarista foi enviada para a cadeia e dividiu cela com 24 detentas.
O erro só foi corrigido após um advogado contratado pela família verificar os autos do processo. A verdadeira foragida era uma mulher com nome e sobrenome parecidos, mas que não possuía o mesmo sobrenome “da Silva”, além de ter outra data de nascimento e endereço.
Justiça mineira expediu alvará após constatar equívoco
Nesta terça-feira (18), a Justiça revisou os documentos e reconheceu a falha, determinando a soltura de Débora. O juiz responsável anexou ao processo os registros que comprovam o equívoco e a Justiça mineira expediu uma certidão confirmando que o mandado foi emitido com informações erradas.
Após o episódio, Débora decidiu deixar Petrópolis e retornar para a casa da família em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio. Além disso, a diarista afirma que buscará reparação na Justiça. “Tudo que eu passei precisa servir de exemplo para que erros assim não se repitam”, declarou.
A Polícia Civil do Rio alegou que apenas cumpriu o mandado que estava em aberto. Já a medida protetiva solicitada por Débora contra o ex-companheiro foi concedida.
Com informações do g1
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