As fortes chuvas que atingiram o estado de Pernambuco entre sexta-feira (1º) e sábado (2) causaram um cenário de emergência em diversas cidades, com milhares de pessoas obrigadas a deixar suas casas. De acordo com levantamento da Defesa Civil, ao menos 2.190 pessoas foram afetadas, sendo 1.096 desabrigadas e 1.094 desalojadas.
O impacto dos temporais se espalhou principalmente pela Região Metropolitana do Recife e pela Zona da Mata Norte, com registros de mortes, feridos e prejuízos materiais.
Municípios registram perdas e desalojamentos
Entre as cidades mais atingidas está Recife, que contabiliza 671 desabrigados e duas mortes. Em Olinda, o número inclui 170 desabrigados, cinco feridos e dois óbitos.
Já em Goiana, o destaque é a quantidade de desalojados, que chega a 994 pessoas, além de 146 desabrigados. Outros municípios também registraram impactos relevantes, como Timbaúba, Paulista, Igarassu, Camaragibe e Limoeiro, com registros de famílias fora de casa após alagamentos e danos estruturais.
Assistência emergencial nas áreas atingidas
Diante da gravidade da situação, equipes de resposta iniciaram a distribuição de itens essenciais para a população atingida. Colchões, lençóis, kits de higiene e materiais de limpeza estão entre os suprimentos enviados às regiões afetadas.
A Defesa Civil segue monitorando as áreas mais vulneráveis, especialmente locais com risco de deslizamentos e novas inundações.
Resgates mobilizam bombeiros
O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco intensificou a atuação nas regiões atingidas. Entre às 17h de sexta-feira (1º) e às 7h de sábado (2), foram registradas 23 ocorrências envolvendo pessoas ilhadas, com 149 vítimas resgatadas nesse período.
No acumulado dos dois dias, os bombeiros atenderam 39 ocorrências e resgataram 489 pessoas em situação de risco.
As equipes permanecem em campo, prestando apoio às comunidades afetadas e atuando na prevenção de novos incidentes.
Orientações à população
As autoridades reforçam a necessidade de cautela diante da continuidade do cenário de instabilidade. Em situações de risco, a orientação é buscar locais seguros, evitar áreas alagadas ou com sinais de deslizamento de terra e seguir as recomendações dos órgãos oficiais.
O monitoramento segue ativo, com possibilidade de novos desdobramentos conforme a evolução das condições climáticas no estado.






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