Após a votação da PEC dos Precatórios, que teve o voto decisivo de deputados do PDT, parlamentares da sigla bateram boca na Câmara.
Paulo Ramos, que votou contra a medida, e André Figueiredo, ex-líder do partido, que votou a favor, discutiram na saída do plenário.
“Que vergonha!”, gritou Ramos a Figueiredo, que respondeu: “Ah, tá certo. Você que é puxadinho da esquerda”.
Na tréplica, Ramos citou o pré-candidato pela sigla: “Quero ver agora o Ciro Gomes defender isso na campanha, no palanque”. A informação é do Globo.
O partido teve papel crucial na votação da PEC. A proposta foi aprovada por 312 votos, somente quatro a mais do que o mínimo necessário (308). Só o PDT deu 15 votos para aprovar a medida.
Deputado pelo PDT, Túlio Gadêlha (PE) criticou o partido por orientar os parlamentares a votar a favor da PEC dos Precatórios. “PDT vacilando. A história vai cobrar”, afirmou ele.
O PDT tem 24 parlamentares, que foram orientados a votar “sim”. Túlio foi um dos seis que votaram contra a medida. Os outros 15 votaram a favor: Afonso Motta, Alex Santana, André Figueiredo, Dagoberto Nogueira, Eduardo Bismarck, Fábio Henrique, Felix Mendonça Júnior, Flávia Morais, Flávio Nogueira, Leônidas Cristino, Mário Heringer, Robério Monteiro, Silvia Cristina, Subtenente Gonzaga e Wolney Queiroz. Três estavam ausentes.
A posição governista da bancada trabalhista provocou uma crise no partido e, ainda há pouco, o presidenciável Ciro Gomes anunciou que sua candidatura está suspensa até que o PDT reavalie a sua atitude e tome posição clara contra o governo neste assunto.
O presidente do PDT, Carlos Lupi, divulgou uma nota afirmando que irá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) que permitiu que parlamentares votassem remotamente a Proposta de Emenda à Constituição 23/21, batizada de PEC dos Precatórios, que abre caminho para a reeleição de Jair Bolsonaro. Mas na nota Lupi não fala sobre o fato de que a bancada de seu partido ofereceu 15 votos para a aprovação da PEC.
Paulo Ramos e Chico D´Angelo se recusaram a seguir orientação da bancada para apoiar a emenda que pretende ajudar Bolsonaro a se reeleger. Chico D’Angelo anuncio aos seus eleitores, via Twitter, que votou contra o governo.






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