PEC da reeleição de Bolsonaro não tem consenso no Senado

Mesmo que seja aprovada em segundo turno na Câmara, a PEC que impõe calote aos cidadãos que têm dinheiro a receber da União e cria verba para o ano eleitoral, ajudando a reeleger Bolsonaro, deve enfrentar grande resistência quando for votada no Senado. Lideranças dos maiores partidos do Senado indicam que não há consenso nas…

Mesmo que seja aprovada em segundo turno na Câmara, a PEC que impõe calote aos cidadãos que têm dinheiro a receber da União e cria verba para o ano eleitoral, ajudando a reeleger Bolsonaro, deve enfrentar grande resistência quando for votada no Senado.

Lideranças dos maiores partidos do Senado indicam que não há consenso nas bancadas para aprovar a matéria da forma que está.

O Globo noticia que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que inicialmente prometia encaminhar o projeto diretamente ao plenário para acelerar a tramitação, agora admite a possibilidade de enviá-lo inicialmente à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), embora reforce que há “senso de urgência” na apreciação do tema. Isto significará muito mais tempo até uma eventual aprovação. E, diante de qualquer mudança, a PEC terá de voltar à Câmara.

— Nós temos no Senado um senso de urgência para a solução dos precatórios e do espaço fiscal que respeite o teto de gastos públicos para poder garantir a existência do Auxílio Brasil. Quando eu disse da possibilidade de, se aprovado na Câmara, nós levarmos direto para o plenário, ainda existe essa possibilidade, mas não podemos desconsiderar possibilidade de passar antes pela CCJ.

E complementa:

— Percebo no presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) essa disposição e esse senso de urgência também. Vamos aguardar a apreciação definitiva na Câmara, considerando que lá ainda há pendências — disse Pacheco a jornalistas.

Questionado se a proposta em análise na Câmara demanda uma avaliação mais demorada no Senado, Pacheco disse que o senso de urgência citado por ele não é necessariamente sobre a PEC, e sim em relação “à solução que precisa ser dada” para a questão dos precatórios.

Ele afirmou que o Senado ainda precisa avaliar questões de mérito para verificar “se a PEC é um instrumento hábil, inteligente e apto a solucionar esse problema”. Ele não descartou a aprovação de algum tipo de substitutivo com alterações ao trabalho feito pelos deputados.

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