O silêncio sepulcral de Paulo Guedes, como se nada tivesse acontecido, pode não ser a melhor maneira de enfrentar a denúncia de que ele mantém conta milionária no exterior e se beneficiou da valorização do dólar durante sua própria gestão como ministro. Pelo menos esta e a opinião de gente com gabinete no Palácio do Planalto.
Embora o presidente Bolsonaro não tenha tocado no assunto, fingindo-se de morto, segundo o colunista Lauro Jardim, do Globo, no Palácio do Planalto e no entorno de Paulo Guedes, formou-se um consenso de que o ministro deveria dar uma entrevista imediatamente para explicar o caso das offshores, antes de ir à Camara e ao Senado para seexplicar, na segunda quinzena do mês.
Avaliam que a oposição está surfando na história. Guedes, até o momento, resiste à ideia.
Além disso, assessores próximos de Paulo Guedes estão preocupados com os depoimentos do ministro ao Senado e à Câmara. Nessa terça-feira, foram aprovados convite e convocação dele, respectivamente, para tratar do caso da offshores.
Pontuam que Guedes tem “pavio curto” e cai em provocações com facilidade.
Entre senadores e deputados governistas, a reclamação é que a convocação e o convite para Paulo Guedes ir à Câmara e ao Senado, respectivamente, para explicar sua offshore recém-revelada, só aconteceu por causa da falta de articulação política do Palácio do Planalto nas duas Casas.






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