Um grupo de dez filhotes de jiboia foi resgatado em um campo da Universidade Abeu, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, após ser encontrado por um vigia ao lado da quadra da instituição.
A ocorrência, registrada há uma semana, mobilizou equipes do Instituto Estadual do Ambiente, que recolheram os animais e realizaram o encaminhamento para uma área protegida.
A mãe dos filhotes também foi vista no local, mas conseguiu fugir para uma área de mata antes da chegada das equipes.
Resgate e avaliação
Após o resgate, os filhotes foram levados para a Área de Proteção Ambiental Estadual do Alto Iguaçu, unidade administrada pelo Inea na região. Segundo o órgão, os animais passaram por avaliação médico-veterinária, que constatou que estavam em boas condições de saúde.
Concluído o acompanhamento, a equipe realizou a soltura dos filhotes em um trecho adequado dentro da unidade de conservação.
Características da espécie
A jiboia é uma serpente com ampla distribuição no Brasil, sendo encontrada em biomas como Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal. Pode atingir até quatro metros de comprimento e apresenta hábitos predominantemente noturnos.
A espécie é conhecida por sua habilidade de nadar e por utilizar a constrição, método de sufocamento, para capturar pequenos mamíferos e aves.
Outro aspecto característico é o modo de reprodução. Diferentemente de outras serpentes, a jiboia é vivípara, ou seja, os filhotes se desenvolvem no interior do corpo da fêmea e nascem vivos.
Área de proteção ambiental
Os filhotes foram encaminhados para a APA Alto Iguaçu, que possui mais de 22 mil hectares e abrange áreas dos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo.
A unidade tem como objetivo preservar ecossistemas locais, estimular a recuperação de matas ciliares e proteger os cursos d’água que compõem a bacia dos rios Iguaçu e Botas, além de evitar ocupações irregulares em áreas sensíveis. Assista:






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