A disputa pelo futuro da Warner Bros. Discovery ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (8), com uma oferta hostil da Paramount Skydance avaliada em US$ 108,4 bilhões, superando o acordo firmado pela Netflix na semana passada. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela imprensa americana.
A manobra aumenta a tensão em Hollywood e pressiona reguladores, investidores e o próprio governo dos Estados Unidos, que já observavam com atenção a megafusão da Netflix.
Oferta supera valor apresentado pela Netflix
A Paramount ofereceu US$ 30 por ação, acima dos quase US$ 28 oferecidos pela Netflix. Considerando dívidas, a proposta representa US$ 82,7 bilhões. Desde setembro, o estúdio tenta adquirir a Warner, mas todas as ofertas anteriores foram rejeitadas.
O movimento hostil ocorre depois de uma carta em que a Paramount acusou a Warner de favorecer a Netflix no processo de venda, alegando que a operação criaria um grupo com 43% do mercado global de streaming — algo que, segundo a empresa, violaria leis antitruste.
Acordo da Netflix gera reação global
Na sexta-feira (5), a Netflix surpreendeu o setor ao anunciar um acordo de US$ 72 bilhões para comprar os ativos de TV, cinema e streaming da Warner. O pacote inclui marcas como HBO, Warner Bros. Pictures, CNN e Discovery.
A reação foi imediata: sindicatos temeram demissões e cortes salariais; cineastas alertaram para redução na produção cinematográfica; e concorrentes classificaram a fusão como uma ameaça à concorrência.
Reguladores e políticos entram no jogo
A pressão aumentou quando o presidente Donald Trump afirmou que vai acompanhar de perto a análise do Departamento de Justiça, dizendo que a nova gigante poderia “representar um problema” no mercado.
Segundo Kevin Hassett, conselheiro econômico da Casa Branca, a avaliação regulatória deve ser longa, o que pode atrasar o desfecho da fusão.
Paramount tenta virar o jogo
Ao apresentar uma oferta hostil, a Paramount busca atrair acionistas e influenciar reguladores, mostrando que existe um comprador alternativo para a Warner. A estratégia também tenta recuperar protagonismo para o estúdio, que vive fase irregular nas bilheterias.
A ofensiva eleva a disputa a um novo patamar e transforma a batalha por um dos maiores catálogos do entretenimento em um embate que envolve Hollywood, Washington e gigantes do streaming — sem previsão de desfecho.






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