Assistente de acusação no processo em que a ex-mulher, Monique Medeiros da Costa e Silva, é ré por torturas e homicídio contra o filho, Henry Borel Medeiros, Leniel Borel de Almeida irá recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou a prisão preventiva da professora.
Ele afirmou hoje (27) estar “inconformado” com o despacho do ministro João Otávio de Noronha, que garantiu a ela o direito de responder em liberdade a ação até o julgamento:
— É muito triste como pai lutar todo dia contra um sistema que beneficia o assassino em vez da vítima. Com a decisão do judiciário brasileiro sobre a soltura da Monique, mataram mais uma vez o meu filho.
Na tarde desta sexta-feira, o ministro deferiu o pedido de revogação da prisão preventiva feita pelos advogados Camila Jacome, Hugo Novais e Thiago Minagé, que representam Monique. Seu ex-namorado, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, permanece preso pelos crimes.
No despacho, João Otávio de Noronha explicou que a juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, determinou a substituição da prisão preventiva de Monique pelo monitoramento eletrônico.
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