O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires, foi alvo de um atentado na noite desta segunda-feira. O episódio teria ocorrido em um posto de gasolina e, segundo o prefeito, está ligado à atuação do secretário no combate a esquemas irregulares no setor.
Em publicação nas redes sociais, Paes destacou que o auxiliar vem desempenhando um “trabalho excepcional contra máfias”, com foco especial na chamada “máfia dos postos de gasolina”. Ele também garantiu que as ações não serão interrompidas e que o secretário terá reforço na segurança.
O prefeito ainda cobrou uma resposta ágil das autoridades responsáveis pela investigação do caso, afirmando que espera eficiência da Polícia Civil diante da gravidade do episódio.
Críticas ao governo estadual aumentam tensão política
Na mesma publicação, Eduardo Paes voltou a criticar o governador Cláudio Castro, afirmando que “não se pode esperar muito” do que classificou como um grupo político que persegue adversários. A declaração intensifica o clima de confronto entre a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado.
Até o momento, as polícias Civil e Militar não se pronunciaram oficialmente sobre o suposto atentado contra o secretário municipal.
Na semana anterior, Paes já havia feito ataques diretos ao governador, chamando-o de “delinquente” e “frouxo”, além de desafiar Castro a se posicionar sobre a prisão de ex-integrantes de sua gestão investigados por envolvimento em atividades criminosas.
Disputa envolve investigações e uso político de instituições
Durante declarações recentes, o prefeito também citou o caso do vereador Salvino Oliveira, defendendo o aliado e questionando possíveis motivações políticas em ações da Polícia Civil.
Paes mencionou ainda a iniciativa do deputado federal Pedro Paulo, que acionou instâncias como o Superior Tribunal de Justiça, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal para apurar suposto uso político de investigações no estado.
Em resposta, o governo estadual, por meio do Palácio Guanabara, afirmou que a prisão do vereador seguiu critérios técnicos e passou por diferentes instâncias independentes, incluindo Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário.
Governo do estado rebate acusações e defende atuação da polícia
Em nota oficial, sobre o caso do vereador Salvino, o governo de Cláudio Castro declarou estranhar a postura do prefeito e negou qualquer interferência política nas investigações. Segundo o comunicado, as decisões são judiciais e não administrativas.
O Palácio Guanabara também ressaltou que a Polícia Civil atua de forma independente e tem como missão combater o crime organizado, inclusive quando há suspeitas envolvendo agentes públicos.
A troca de acusações evidencia o aumento da tensão política no estado, em meio a investigações sensíveis e disputas institucionais.
ESTADO SEM LEI E SEM AUTORIDADE! VERGONHA! João é meu secretário de defesa do consumidor e vem realizando um excepcional trabalho contra máfias. Especialmente a máfia dos Postos de Gasolina. A má notícia para os marginais desse Estado é que esse trabalho não vai parar e João estará mais protegido do que nunca. Obviamente, esperamos uma resposta eficiente e rápida da Instituição Polícia Civil. Sabemos que da turma que faz política e persegue adversários políticos do governo Cláudio Castro não se pode esperar muito. Mas confiamos na absoluta maioria de homens e mulheres que não se curvam ao crime e a politicagem.
Veja o publicado pelo secretário João Pires, no Instagram dele:






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