A situação da saúde pública no Médio Paraíba do estado do Rio voltou ao centro das discussões políticas após uma reunião entre o deputado Jari Oliveira (PSB) e a nova cúpula da Secretaria Estadual de Saúde.
Na última terça-feira (5), o parlamentar apresentou ao secretário Ronaldo Damião e à subsecretária-geral Raquel Rivello uma série de problemas que vêm afetando hospitais e serviços de alta complexidade na região.
Entre os temas levados ao governo estadual estiveram a crise enfrentada pelo Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, e o atraso nos repasses destinados a unidades que realizam tratamentos especializados, principalmente na área oncológica.
Problemas no Hospital Regional
Durante a reunião, Oliveira relatou dificuldades operacionais e financeiras enfrentadas pela unidade hospitalar. Segundo ele, o Zilda Arns acumula denúncias de atrasos salariais, falta de pagamento de verbas rescisórias de profissionais desligados pela Organização Social IDEAS e problemas que afetam diretamente o funcionamento do hospital.
O parlamentar também mencionou o episódio registrado na segunda-feira (4), quando o fornecimento de gás de cozinha foi interrompido por falta de pagamento. A situação afetou a preparação das dietas prescritas aos pacientes e também a alimentação dos funcionários da unidade.

Verbas rescisórias
Outro ponto tratado no encontro foi o pagamento das verbas rescisórias de profissionais que atuaram no hospital por meio da OS IDEAS. Segundo o deputado, há necessidade de acelerar o encontro de contas entre a secretaria e a organização social para garantir os pagamentos pendentes.
Jari também pediu rapidez na resolução das pendências administrativas relacionadas à gestão da unidade hospitalar.
Tratamentos de alta complexidade
Além da crise no hospital regional, o deputado cobrou providências em relação aos atrasos nos repasses estaduais voltados para procedimentos de média e alta complexidade realizados por hospitais de referência do Sul Fluminense.
Entre as unidades citadas estão o H.FOA, em Volta Redonda, e a Oncobarra, em Barra Mansa, que atendem pacientes em tratamento oncológico de diversas cidades da região.
De acordo com o parlamentar, a demora nos pagamentos do chamado extrateto pode comprometer a continuidade dos atendimentos e dificultar o acesso da população a tratamentos considerados essenciais.
“Estamos falando de serviços fundamentais, que atendem pacientes de toda a região. Não podemos permitir que problemas administrativos ou atrasos financeiros coloquem em risco tratamentos oncológicos e outros procedimentos de alta complexidade”, declarou Jari Oliveira.






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